DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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André Couto: «Um Governo que é insubmisso perante as regras que regulam a sua acção, legitima que contra si se ergam insubmissões que só não são semelhantes, porque vão de encontro à Constituição que nos rege, não estando feridas na sua democraticidade. Foi por isso que decidi, ainda ontem, que os trabalhadores da Autarquia que dirijo, facto que não tem nada a ver com o lugar que ocupo neste espaço, receberão, em devido tempo, o subsídio de férias que remunera o seu trabalho, e que foi sua legítima expectativa até há algumas horas.»

 

Helena Sacadura Cabral: «Quando sai para o estrangeiro, quer queiramos quer não, quer gostemos quer não, o Presidente da República personifica o país. Assim sendo, desagrada-me vê-lo ser recebido de forma hostil, porque, no fundo, sinto que é Portugal que está a ser maltratado. E quando são portugueses em funções oficiais no estrangeiro a fazê-lo, ainda me causa mais incómodo. Percebo a “razão”, mas aceito com dificuldade o “modo” de actuação, sobretudo, na presença de estrangeiros»

 

José Gomes André: «O livro que estou a ler (fiz batota porque já acabei, perdoem-me) chama-se “Fatherland” e é um dos mais notáveis exemplos de um sub-ramo da ficção científica: a “história alternativa”. A premissa necessária deste género (“e se?”) é na verdade um clássico – “e se os alemães tivessem ganho a 2.ª Guerra Mundial?” – mas o autor, Robert Harris (um antigo jornalista, que escreve muito sobre os nazis e a Roma Antiga), aborda-a de uma forma particularmente feliz, tornando o livro num misto de policial, aventura e investigação histórica.»

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