DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Bandeira: «A frequência do Café Africano, no Dafundo, é feita sobretudo de reformados, imigrantes, desempregados e um ou outro sem-abrigo. Ao contrário do que sucede nos outros cafés da zona, para não falar dos bairros menos pé-de-chinelo, ninguém é obrigado a consumir: todos conhecem a sensação de não se ter cinquenta cêntimos no bolso para um copo de vinho, dispensa-se justificações.»

 

JPT: «Carlos Abreu Amorim, bloguista no Blasfémias e político, é um andrade. No twitter celebrou (mais um …) título do seu clube e chamou-nos, aos adeptos do Benfica e de clubes do Sul (um Sul tão próximo, já agora), “magrebinos”, termo com requebros de particular perversão pois denotando maior “estrangeirice” do que o habitual “mouros”, dado que estes chegaram a povoar a Península e, por vezes, ainda “andam pela costa”. A reacção, à esquerda e à direita, a sul e norte, ao facebook e aos blogs, foi abespinhada. Inúmeros ademanes adversos ao “muro do Mondego” assim proposto, ao que pareceu.»

 

Eu: «Um amigo que não pôde comparecer ontem ao lançamento do meu livro perguntou-me como correu. Respondi-lhe com uma expressão facilmente entendível em todo o vasto e multifacetado universo lusófono, sem necessidade de nenhum acordo ortográfico: foi bonita a festa, pá. Parece-me a melhor síntese para esta estimulante reunião entre autor e leitores, na livraria Bertrand do Picoas Plaza, em Lisboa, onde tive o prazer de encontrar ou reencontrar pelo menos cem pessoas (cálculos por baixo) entre as 18 e as 20.15, e assinei mais de 70 livros (cálculos também por baixo).»

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