DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

Ana Lima: «Há bocado, numa papelaria, passei os olhos pela capa da revista Visão desta semana. Sou só eu que a acha de um mau gosto atroz?»

 

Laura Ramos: «Habituados a lidar com práticas de transparência, accountability e distinção ecológica entre o público e o privado, gostámos de tanta atenção.»

 

Luís Menezes Leitão: «Primeiro foi o confisco dos salários dos funcionários públicos. Depois passou-se ao confisco das pensões. A seguir entrou-se nas tributações confiscatórias. E agora fala-se no confisco dos depósitos bancários. Tudo perante uma constituição que garante o direito à propriedade, proibindo o confisco. Vivemos num país onde o Estado de Direito e o respeito pela legalidade se tornaram palavras vãs. Neste momento vale tudo e, pior do que isso, os cidadãos sabem que em qualquer momento pode valer tudo.»

 

Eu: «Questiono-me: será que para Jorge Miranda tudo é inconstitucional – do aborto aos cursos da Faculdade de Economia da Universidade Nova, do casamento homossexual à junta de freguesia do Parque das Nações? Será que, no limite, até os doutos palpites do eminente constitucionalista poderão estar feridos de inconstitucionalidade?»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. agora fala-se no confisco dos depósitos bancários. Tudo perante uma constituição que garante o direito à propriedade, proibindo o confisco

    Agora fala-se em confiscar as casas das pessoas para as arrendar a quem apetecer ao Estado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *