DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Há alguns dias, enquanto fazia zapping, detive-me por alguns minutos num dos canais de notícias (TVI? É difícil dizer; para quem não os segue com regularidade são todos iguais). Passava um daqueles programas de comentário político muito na moda para ex-governantes; no caso, era Marques Mendes quem botava faladura. E fiquei surpreendido pelos gestos, pelo tom, pela postura. Pergunto: é só de mim, que não tenho por hábito acompanhar este tipo de programas, ou o homem tornou-se numa cópia (necessariamente inferior) de Marcelo Rebelo de Sousa?»

 

Luís Menezes Leitão: «Se o euro sobreviver a este Eurogrupo será um milagre, a agradecer a Deus e a todos os anjinhos.»

 

Eu: «Fala-se muito da privação dos direitos políticos em Cuba, submetida desde 1959 à férrea oligarquia dos irmãos Castro. Fala-se muito menos da repressão cultural na ilha-prisão, onde escritores, poetas e artistas tão diversos como Cabrera Infante, Virgilio Piñera, Nestor Almendros, Carlos Franqui, Jesús Díaz, Reinaldo Arenas e Heberto Padilla se viram condenados consecutivamente ao silêncio, à prisão ou ao exílio por ousarem desafiar os dogmas do regime. Houve já quem chamasse “genocídio cultural” ao meio século de tirania comunista que impõe a lei da mordaça a um povo que é, como poucos, vocacionado para a liberdade.»

2 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Quem me dera acertar assim no Euromilhões.

    E cheira-me que ainda vou viver o suficiente para ver como candidato presidencial um político tão habilidoso que perdeu o PSD para Luís Filipe Menezes.

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