
André Couto: «Pessoalmente saúdo o regresso de José Sócrates. A sua experiência será uma mais valia no debate político. E Miguel Relvas é um génio.»
Helena Sacadura Cabral: «Estava uma tarde lindissima e a apresentação, completamente original, decorreu como uma aula ao ar livre, com António Bagão Felix a percorrer as “suas” árvores do Jardim Botânico, seguido por um mar de amigos que o ouviam com toda a atenção. Terminaria já no interior, com uma bela sessão de poesia falada por actores dos Artistas Unidos.»
João Campos: «Não sei se a ideia [de] fazer Sócrates regressar aos seus idos de paineleiro* televisivo neste início de Primavera de 2013 tem como objectivo servir de cortina de fumo/balão de oxigénio ao (des)Governo ou de argumento a favor da necessidade de privatizar a RTP (arrisca-se a ser bem sucedida em ambas as frentes). Mas serve para ilustrar na perfeição quase todos os problemas do comentário político em Portugal.»
José António Abreu: «Mark my words: este homem íntegro, determinado, inteligente (livra, quase escrevi esperto), modesto, bondoso, cem por cento democrata, que sempre privilegiou o crescimento económico, ainda há-de chegar a presidente de um país que é muito capaz de merecer tudo o que lhe acontece.»
Leonor Barros: «Enquanto o povo brade e se descabela pelo regresso do Sócrates pago com o dinheiro dos contribuintes, que bela jogada a do estratega por trás disto, esquece-se por momentos dos cerca de 18% de desempregados e outros tantos que vivem em condições deploráveis, mas são pobres e exigentes, querem as suas vidas de volta, deixá-los à míngua. Fazer-nos levar com o Sócrates no canal público de televisão é de mais, porque o Sócrates é, como a outra, quer é festa. Quaisquer cinco minutos de fama são poucos. E por quê cinco minutos se se pode ter um programa?»
Luís Menezes Leitão: «Não vale a pena por outro lado culpar os tribunais. Se o PSD não queria a limitação de mandatos, não consagrasse uma lei a instituí-la. Depois de o fazer, tem que aceitar que os tribunais a apliquem, conforme o seu entendimento da mesma. Ninguém está acima da lei e só há que obedecer às decisões judiciais. Por isso, a única atitude política inteligente é mandar os dinossauros para casa. Neste momento ainda é possível evitar o desastre. Depois será demasiado tarde.»
Teresa Ribeiro: «Se a sua presença na pantalha aproveita ao governo é porque se revela um tudo nada aviltante para a maioria dos portugueses. Ele, como não é ingénuo, sabe-o e ainda assim quer falar, sem vergonha e presumo que sem medos. Isso, devo dizer, é exactamente o que mais me revolta o estômago.»
Eu: «O que pretende afinal esta “Revolução Branca”? Ganhar antecipadamente na secretaria aquilo que se receia perder no terreno eleitoral, através do voto livremente expresso pelos cidadãos. Invertendo, com o recurso a providências cautelares, um princípio básico do direito em qualquer país onde vigora uma democracia de matriz liberal: “Tudo quanto não é proibido, é permitido.” Os “brancos”, de uma alvura imaculada, preferem inverter o axioma: para eles, tudo quanto não é expressamente autorizado, merece ser proibido. Esquecem que, em matéria de direitos, liberdades e garantias, a doutrina jurisprudencial portuguesa recomenda precisamente o contrário.»
