DELITO há dez anos


Pedro Correia,

39b608e95118d5d9c8efc36c2a387b46--hourglass-top.jp

 

Adolfo Mesquita Nunes: «Uma das melhores coisas que a blogosfera me trouxe foi a possibilidade de confrontar, com algum rigor e rapidez, a forma como, em Portugal e no resto do Mundo, os factos nos são relatados pela comunicação social. Evidentemente que com isto estou a afirmar, e sob o pesado manto de uma generalização que é muito injusta, que desde há muito tempo que desconfio que muitos jornalistas se resumem a relatar histórias lidas ou ouvidas de terceiros sem questionar verdadeiramente os seus pressupostos.»

 

João Carvalho: «Depois daquele que mata o pai e a mãe só para dizer que é órfão e depois do senhor que daqui a dez anos já não estará cá, chegou a vez da morte por afogamento a 14 metros ou a 13 metros e meio de profundidade. À escolha desde ontem. Isto não é um discurso – é um velório. Isto não é um partido – é um túmulo. Isto não é um programa – é um obituário. Isto não é uma candidatura – é um necrotério. Isto não é uma campanha eleitoral – é um cortejo fúnebre. Isto não é uma eleição – é um enterro.»

 

Jorge Assunção: «Deixa-me comovido a ideia que os espanhóis andam a defender os interesses portugueses, nomeadamente o da redução dos nossos custos de periferia. É que quando olho para o mapa da Península Ibérica, noto que Portugal está na ponta, os espanhóis podem, se acham que o TGV é solução para tal, diminuir os custos da sua periferia sem necessitar de qualquer ajudinha portuguesa.»

 

José Gomes André: «Bem sei que não está na moda, não é moderno, nem progressista, nem futurista, e que se calhar até é coisa de negativista, maledicente, retrógrado e provinciano, mas arrisco na mesma: confesso que gosto de Manuela Ferreira Leite. Gosto da hipótese de ter uma chefe de governo que está mais preocupada com a situação económica, política e social do país do que com estratégias de marketing eleitoral. Gosto de uma pessoa que, se quiser, pode viver de outra coisa que não a política. Gosto de uma pessoa séria.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Quis, propositadamente, deixar passar as primeiras horas do debate entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates antes de sobre ele me pronunciar, para esperar que a espuma assentasse. Isso permitiu-me esperar para ver a bizarra reacção de alguns comentadores que viram nele uma vitória da líder do PSD. Eu não sei como é possível vencer um debate sem passar uma ideia consistente, sem apresentar uma justificação séria para a mudança de opiniões.»

 

Teresa Ribeiro: «É curioso. Cruzo os sinais e não batem certo. Diz que a depressão é a doença do século XXI, as estatísticas europeias classificam-nos como um povo pessimista e triste, a crise aperta e no entanto nunca conheci tanta gente a afirmar-se de bem com a vida como agora. Eu diria que o “pensamento positivo” está na moda, que a crítica à lamúria nacional é um lugar comum e a demarcação da tristeza lusitana um must, tantos são os que me rodeiam a transpirar esta energia luzidia.»

 

Eu: «Dos dez debates televisivos, a meu ver, só um terminou empatado. Refiro-me ao debate Louçã-Portas. Para mim foi o melhor. Portas venceu três. Contra Sócrates, Jerónimo e Manuela. Sócrates venceu três. Contra Jerónimo, Louçã e Manuela. Louçã venceu dois. Contra Jerónimo e Manuela. Manuela venceu um. Contra Jerónimo. Jerónimo não venceu nenhum.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *