
José António Abreu: «É a história de Vítor Constâncio, de Durão Barroso e de tantos outros mais uma vez, Senhor. Façam as merdas (ooops, perdão, Senhor) que fizerem, acabam sempre como grandes homens (ocasionalmente, grandes mulheres), que, “pela sua entrega à causa pública e ao serviço de Portugal, quantas vezes com prejuízo da sua vida pessoal”, são cobertos de elogios e prebendas. Honestamente, Senhor, melhores serviços ao país e, por conseguinte, mais digno de ver Cavaco apoiar um joelho nos ladrilhos do Palácio de Belém e colocar-lhe uma fita na coleira, vem prestando o meu cão. E – uau, Tu sabes mesmo tudo, Senhor – eu nem sequer tenho cão.»
Eu: «Existe algo obsceno nesta litigação milionária, no exacto momento em que vivemos. Ao ponto de afrontar a consciência de um cristão que um banqueiro alegadamente católico continue a proclamar-se discípulo espiritual do Nazareno. Daquele que sempre enalteceu a caridade e sempre combateu a cupidez. Daquele que expulsou os vendilhões ao vê-los profanar o templo. Daquele que condenou sem rodeios a hipocrisia dos fariseus, “túmulos caiados”, capazes de atribuir mais importância ao ouro do que ao altar.»

Presumo que o Pedro se estava a referir a Jardim Gonçalves. Se assim for, saiba que uma pessoa, das relações dele, dizia que o desgraçado vivia no inferno, sempre com medo que alguém o matasse..