DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «O célebre post de Francisco José Viegas que anda a correr os jornais e as redes sociais é sintomático, sim, mas não de uma qualquer má educação. Vamos lá ver: em Portugal, a quem é que ocorre dizer “vá tomar no cu” no dia-a-dia? Nenhum adepto manda o árbitro “ir tomar no cu” quando o pénalti claríssimo ficou por assinalar. Nenhum cidadão manda um Ministro das Finanças “ir tomar no cu” quando os impostos aumentam. Nenhuma pessoa normal – excepto Francisco José Viegas, pelos vistos -, em situação alguma, mandaria outra pessoa ir “tomar no cu”. Note-se como até no insulto os nossos políticos.»

 

José António Abreu: «Quem acreditar que o aumento das transferências de dinheiro dos bolsos dos cidadãos dos países “contribuintes líquidos” para os governos dos países que, décadas de fundos mal utilizados pelas costas, ainda clamam por auxílio pode não apenas resolver a crise em que estes se encontram mergulhados mas ser conseguido sem perguntar a esses mesmos cidadãos sobre a sua disponibilidade para realizar o esforço, defenderá um orçamento comunitário reforçado. Muito mais reforçado. Cada vez mais reforçado.»

 

Leonor Barros: «Estaríamos no horroroso mês de Janeiro, odeio completa e absolutamente Janeiro, quando a uma concorrente de um reality show foi pedido que identificasse a Rússia num planisfério. A rapariga correu de ponteiro na mão para África com ar de barata tonta, perdida na imensidão deste mundo: muitos países, muitas cidades, muito de tudo, e, para piorar, perguntas daquelas mesmo mesmo difíceis.»

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