DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José Maria Gui Pimentel: «É verdade que se verificou um alargamento das políticas monetárias expansionistas dos principais bancos centrais, o que ajudou a redireccionar fundos para os activos de maior risco (e, por isso, maior retorno). Note-se, ainda, o caminho divergente da dívida espanhola, cujo spread é o único que se mantém acima dos níveis do início de 2012, uma vez que aos problemas orçamentais e do sistema financeiro se alia a dimensão problemática do país (que dificultará um resgate externo).»

 

José Navarro de Andrade: «Quem na manhã de 22 de Junho de 1951 olhasse para o portão da MGM poderia assistir a uma estranha cena. Louis B. (nunca se soube o que era este “B”) Mayer, o Júpiter de Hollywood, ali estava de pé, na beira do passeio, à espera de um táxi. Ao tentar entrar nos estúdios, foi informado pelo porteiro que estava interdito e que a MGM queria o automóvel mais o motorista de volta; este e os outros cinco Chryslers guardados lá em casa. Desta maneira infame acabava um reinado de 27 anos de glória e fortuna máximas. À frente daquela que fora a fábrica de filmes mais luxuosa e popular do cinema americano, estava agora o introspetivo Dore Schary. Mudanças iam ser feitas.»

 

Luís Menezes Leitão: «Louçã, Semedo e Pureza — onde anda a Catarina Martins? — chegaram à conclusão que “o percurso das correntes originais”, UDP, PSR e Política XXI, está “esgotado e encerrado” e se propõem “fundar” numa conferência nacional marcada para Abril uma “nova corrente” que se chamará “socialismo”. O Bloco de Esquerda não pára de nos surpreender com a sua capacidade de inovar. Calculo que a seguir nos irão dizer que decidiram inventar a roda.»

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