
Ana Vidal: «Era uma ovelha de presépio insuportável, achava-se a maior do rebanho. Descobriram que ia beber água ao lago dos patos. O espelho era de aumentar.»
Cláudia Köver: «O homem que nasce torna-se inesperadamente rei do seu Ser mas incapaz de reinar sobre a vida que lhe foi dada. Descobre, caminhando, que o mundo é uma ilha e que não há gruta que o esconda da sua própria pessoa. Mascara então o rosto, fugindo da responsabilidade, pois como pode um rei sem terra viver dependente do pão que lhe é dado?»
José Navarro de Andrade: «A cerviz dobrada, o olhar abaixado, a pose mendicante, foi deste modo que o crespo meridional se dirigiu ao seu equivalente alemão a pedir-lhe pela mercê de deus. O germano tem rugas na testa como se tivesse sido abordado por um pedinte famélico à entrada de um restaurante de luxo. Nem se levanta nem olha de frente – enfadado.»
Patrícia Reis: «Em 2013, serei apenas eu e mais nada do que eu sem uma cambada de idiotas às costas e entro no ano com neon na cabeça que diz que tenho vontade de fazer, construir, ir e partir, escrever e fazer. Já disse fazer. Por estes dias repito-me muito.»
