
Gui Abreu de Lima: «Prometo, juro e quem sabe, firmamos um acordo. Que eu viva inteiramente ao teu jeito, que te ame loucamente como anseias, sem as reservas desta mente maltrapilha, carregada de obtusos pensamentos, que adiam e adiam os tormentos. Aguenta-te alma, mais um pouco. Espera que chegue o tempo que nos junte. Que haja coragem para termos esse encontro. Fatal, eu sei, como o destino.»
José António Abreu: «Perco todos os resquícios de bom senso, releio alguns dos posts que publiquei, acho-os péssimos e transformo-me num ser maldoso: olho para os posts sobreviventes e, qual pai de dois filhos gritando para um deles após ter perdido o outro num acidente: tu é que devias ter morrido, não o teu irmão!, acuso-os de não chegarem aos calcanhares dos que se perderam pelo caminho. Atitude reprovável, eu sei, mas que não consigo evitar. De resto, hão-de convir que tenho motivos para reagir assim. Reparem neste texto. Este mesmo, cuja leitura estão prestes a terminar (parabéns pelo estoicismo). Por que raio conseguiu ser publicado?»
