
Ana Vidal: «Entre mil chavões – decalcados dos discursos dos gurus Jobbs, Krugman ou Gates e devidamente explicados no esterilizado economês de Silicon Valley – o rapaz pára um momento e aventura-se numa ideia própria, ou, pelo menos, expressa na sua própria língua, para responder a uma pergunta da plateia: “Pá, além de proactivo, polifacetado, hands-on, tás a ver?, tens de ser perspicaz. E a tua perspiquidade tem de se ver logo na universidade”.»
André Couto: «Atirar calhaus aos polícias não está com nada. Os projectéis batem nos escudos e não no lombo dos decisores políticos eventualmente merecedores da “mensagem”. Por outro lado dão lugar a que os decisores políticos, os tais destinatários da “mensagem” frustrada, mandem distribuir bordoadas pela malta e apagar da memória colectiva os dados que o Banco de Portugal divulgou naquele dia. (Desculpem mas sentia-me mal por ser o único português que não tinha mandado o seu bitaite.)»
Gui Abreu de Lima: «- Era só esta luz bonita e hoje parece-me o mundo. O sol a ficar para trás, o horizonte de chumbo, prenúncio da tempestade. Em nós até os homens eu sinto. Os que bebem ilusão, aqueles que preferem não ver, e os que são o chá do mundo.»
José António Abreu: «Vá lá, arranjem alguém que se oponha a Luís Filipe Menezes na corrida à presidência da Câmara Municipal do Porto. Pode ser Rui Moreira (excessivamente portista para os meus gostos mas, enfim, nem eu estou isento de defeitos), pode ser outra pessoa – não caiam é na asneira de se deixarem colar a um dos símbolos da irresponsabilidade orçamental que assolou este país nos últimos (muitos, demasiados) anos.»
José Navarro de Andrade: «É bem possível que o mundo não acabe em 21 de Dezembro de 2012 conforme tem sido previsto por astrólogos e “maiólogos” (vem de Maia, não de Maya) de melhor reputação e ainda por alguns xamanes Hopi de impecável currículo. Isto não vai acontecer, presumo, porque já toda a gente sabe que a Europa só acabará em 2014.»
Luís Menezes Leitão: «Não há espectáculo que ache mais deprimente do que ver deputados a apresentar declarações de voto em sentido contrário ao que votam, o que até pode, a meu ver, levantar questões de invalidade do voto. Se não estão de acordo com a proposta, então que votem contra. Se têm medo de votar contra, então que renunciem ao cargo. Se não são capazes de fazer nem uma coisa nem outra, então mais vale que votem em silêncio.»
