
Ana Margarida Craveiro: «Dou a mão à palmatória; estava mesmo convencida que os programas de televisão se regiam por critérios de economia de mercado. Acabou-se o Jornal Nacional das sextas-feiras; confirma-se o ambiente de suspeição em relação ao longo braço deste governo PS. A relação deste PS com a democracia é cada vez problemática.»
Ana Vidal: «Surrealista, no mínimo, o primeiro debate televisivo para as legislativas: quase se falou mais das regras do próprio debate do que dos temas a debater.»
J. M. Coutinho Ribeiro: «Quem irá ser o próximo director de informação da TVI? Há, no meio, quem aponte para Emídio Rangel. Ora, se tal acontecer, passa o canal a ser liderado por um impenitente “socratista”. E, aí, ficaremos completamente esclarecidos sobre a forma como este governo lida com a comunicação social. E sobre a forma como (alguma) comunicação social se deixa domar pelo poder. Lamentável, num caso e noutro.»
Jorge Assunção: «Santana Lopes nunca beneficiou da retórica da campanha negra, nem do benefício de dúvida, de que Sócrates parece beneficiar (comparem a quantidade de casos de um e do outro lado e eu arrisco-me a dizer: volta Santana que estás perdoado).»
Sérgio de Almeida Correia: «Há marcas, etiquetas, que nos acompanham ao longo da vida. Por uma razão ou por outra mesmo quando deixamos de as ver elas insistem em reaparecer nas circunstâncias mais estapafúrdias. A “His Master’s Voice” é uma delas. Já não sei há quanto tempo não compro um disco dela, mas o certo é que está sempre presente. Na política portuguesa e “à portuguesa“, como dizia um conhecido opinador, ela é um must.»
Teresa Ribeiro: Se o caso TVI for o que parece, é muito grave. Por isso seria recomendável ponderação aos que desde a primeira hora e presumo que sem acesso a informação privilegiada decidiram que tudo isto não passa de uma sujeira da oposição. A verdade é que faz sentido suspeitar da suspensão em vésperas de eleições de um serviço noticioso que incomodava particularmente o primeiro ministro.»
Eu: «Pacheco Pereira preocupa-se com a falta de expressão da extrema-direita nos órgãos de comunicação social. Na Quadratura do Círculo, onde nunca existiu qualquer representante do PCP ou do Bloco de Esquerda.»

A relação deste PS com a democracia é cada vez problemática.
Passaram dez anos e a democracia continua a existir.
A existir problematicamente….
O Pacheco representa a Escola Filosófica da Teoria Crítica, o “Coelhone”, a Escola da Vida, o Lobo Xavier, a Escola Prática de “Cavalaria”
Pacheco protege o dele. Há décadas com tribunas múltiplas nos órgãos de informação fazendo da crítica aos órgãos de informação o seu tema mais recorrente.
É de mestre.
Falamos do mesmo Pacheco Pereira que se queixa continuamente da direita radical e Alt-right na opinião pública? Mais uma mais valia para estas memórias de há dez anos. Por acaso lembro-me onde estava precisamente neste dia.
É uma série que vai continuar, João Pedro. Os ecos que me vão chegando são muito positivos.
E é sempre útil avivar memórias.