
José António Abreu: «Nem Passos nem qualquer outro membro do governo pode (deve) entrar em desafios pueris. Este governo (e o mesmo se passaria num liderado pelo Partido Socialista) não tem margem para se dedicar a bluffs destinados à satisfação da auto-estima de meia dúzia de portugueses – ou mesmo da totalidade dos portugueses. O que socialistas e muitos comentadores ligados ao PSD e ao CDS (incluindo, aparentemente, Pacheco Pereira) defendem não passa da tentativa de aplicar um bluff conhecido ab initio por ambas as partes – o que, obviamente, o condenaria ao fracasso: vejam-se os braços de ferro (permitam-me o eufemismo) esboçados pela Grécia.»
José Gomes André: «Hoje à noite – e só para quem esteja interessado nas eleições americanas – emissão especial na TVI24, a partir da meia-noite. Vou andar por lá a comentar, movido a café forte, suspeito, com outros companheiros de americanofilia e com créditos blogosféricos e internáuticos, como o Tiago Moreira de Sá, Filipe Caetano e Nuno Gouveia, entre outros. A emissão será conduzida por José Alberto Carvalho e João Maia Abreu. Até logo!»
José Maria Gui Pimentel: «Embora não seja a minha primeira memória política, aquela longa madrugada de Novembro de 2000 é, espantosamente, a minha primeira memória de uma noite eleitoral (não me recordo das eleições legislativas de 1999). Com 12 anos e o rádio ligado na TSF às 2h da madrugada, segui entusiasmado o desenrolar daquela que, ademais, ficou para a história como uma das mais frenéticas noites eleitorais, com a contenda entre Bush e Gore a terminar com resultado indeterminado. Pergunto-me o que me terá feito trocar o sono, ou um entretenimento mais convencional, por horas de comentários em relação a umas eleições de que eu pouco percebia e que diziam respeito a um país que não era o meu, mas a verdade é que aquilo me entusiasmou brutalmente.»
