
Ana Vidal: «A intimidade é uma conquista lenta, valiosa e insuperável, que vai muito além do sexo propriamente dito. Até que um cheiro, um gesto, um hálito ou uma prega de pele se nos tornem familiares a ponto de serem já “nossos”, muitas luas terão de passar. O resto pode ser óptimo – e é, frequentemente – mas não passa de uma ilusão de intimidade e de sucesso.»
João Campos: «Luciano Amaral, que durante alguns anos foi uma presença regular na blogosfera portuguesa, regressou em força em Setembro com um projecto curioso: Crise Crónica, um registo quase diário da crise por que passamos. Pela lucidez e pertinência dos seus comentários à actualidade, fica como sugestão para blogue da semana.»
José António Abreu: «Um gráfico é sempre uma excelente forma de visualizar a evolução de uma variável ao longo do tempo, não é verdade? Isto, claro, desde que se possa confiar na escala.»
José Navarro de Andrade: «Mostra a experiência que a ironia costuma ser o refúgio dos torpes. Incapaz da aspereza da sátira, da violência do drama ou da perturbação da tragédia, o irónico fica-se pela insinuação e pelo descompromisso. Pode-se então dizer – é uma hipótese – que o principal traço de Manuel António Pina foi a singular capacidade de ser irónico sem tropeçar e cair nos malogros da ironia.»
Patrícia Reis: «Ontem, um dia tão triste, o director do JN escreveu na última página que aquela coluna em cinza, com a fotografia de Manuel António Pina no topo, não será ocupada por ninguém. De todos os gestos no âmbito dos jornais este foi o mais comovente. Defendi o mesmo face ao espaço que Eduardo Prado Coelho ocupou dez anos no jornal Público, ninguém quis saber. Manuel António Pina escrevia no JN há 30 anos. Ainda bem que há respeito, amor e, claro, saudade.»
Eu: «Ia certa vez Coolidge em visita a umas propriedades rurais, acompanhado da mulher, Grace, quando ao passarem por um galinheiro a senhora Coolidge perguntou ao proprietário quantas vezes o vistoso galo que ali se encontrava praticava sexo com as galinhas. “Dezenas de vezes, minha senhora”, respondeu-lhe o sujeito, porventura algo embaraçado com aquela súbita curiosidade feminina. “Faça o favor de informar o meu marido”, retorquiu-lhe a primeira dama.»

> ao passarem por um galinheiro
Faltou o passo 2, a pergunta presidencial se era sempre a mesma galinha …
https://en.wikipedia.org/wiki/Coolidge_e ffect
Não falta.
Se ler o texto todo, está lá.
Deixo ligação para o texto.
Confesso que não tinha percebido o mecanismo. Tenho-me sempre deixado ficar pelos excertos citados, em geral fazem sentido por si.
Sim, eu tento fazer isso sempre. Mas raras vezes a citação corresponde na íntegra ao texto publicado.
Quem quiser lê-lo por extenso, basta clicar no nome do autor.