DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José António Abreu: «À saída da comissão parlamentar de inquérito sobre as PPP, João Cravinho, o homem que garantiu que as auto-estradas sem custos para o utilizador se pagariam a elas mesmas, considerou que as alterações à Taxa Social Única seriam um erro colossal.»

 

Luís Menezes Leitão: «Há muito que acho que António Costa escolheu erradamente ser Presidente da Câmara de Lisboa. Deveria ter optado era por uma qualquer câmara da Beira Alta ou do Alentejo. Uma cidade pequena, com pouco mais de 1000 habitantes, seria o local ideal para impedir a circulação automóvel e pôr os cidadãos todos a passear a pé ou a andar de bicicleta. Na capital do país dispensamos estes laivos de romantismo.»

 

Teresa Ribeiro: «Diz que não se pode renegociar as PPP, porque os contratos estão blindados. Se fossem desrespeitados seria pior a emenda que o soneto, pois levado a tribunal o Estado perderia pela certa e teria ainda por cima que pagar uma indemnização aos queixosos. Como vivemos num Estado de Direito, mais vale então não insistir nessa ideia. Por outro lado, e justamente porque vivemos num Estado de Direito, porque não hão-de ser responsabilizados criminalmente os governantes que assinaram de cruz contratos tão escandalosamente lesivos do interesse público?»

 

Eu: «Por amarga ironia, [Santiago] Carrillo desaparece no momento em que nacionalistas radicais e extremistas de esquerda vociferam contra a lei fundamental e o espírito de conciliação que caracterizou as últimas décadas da política espanhola. Com isso, procuram destruir o admirável legado de lucidez e tolerância que Santiago Carrillo soube legar aos seus compatriotas. Consciente de que as fogueiras do passado podem sempre regressar, lançando cinzas irreversíveis sobre a Espanha do futuro.»

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