DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Pedir mais dinheiro aos contribuintes, ainda que por emergência, devia ser sempre a última solução, esgotadas todas as alternativas. É que os bolsos estão vazios, e o dinheiro do colchão já se foi. Compreendo perfeitamente que o Estado está falido, e não é com as histerias do “não pagamos” e do “troika fora” que isso se resolve. Mas convenhamos que para um Estado falido ainda há muita administração com carros novos, ainda há muito salário bem acima dos privados, ainda há muita renda certa para grandes empresas.»

 

André Couto: «O que está em causa não são amendoins, é insistência numa receita que generaliza o desespero e a pobreza, quando não a miséria. É o atropelo do Tribunal Constitucional e o marimbar na oposição e nos parceiros sociais. É a redução do salário mínimo, entre tantas outras reduções. Perante isto o PS não se pode limitar a dizer, 41 longas horas depois, que não será cúmplice.»

 

José António Abreu: «Sócrates teve oportunidade para mudar de rota mas escolheu ignorar todos os alertas; mais corte na despesa, menos aumento de impostos, Passos Coelho, manietado pelos objectivos do memorando, não dispõe de verdadeiras alternativas – como a retórica vazia de António José Seguro bem demonstra. No fundo, fãs de Sócrates e socialistas em geral podem agradecer Passos Coelho ao próprio Sócrates.»

 

José Navarro de Andrade: «Imagine-se um reputado biólogo que desconheça o laboratório; Imagine-se um comerciante que nunca se tenha preocupado com o extracto bancário nem tenha olhado para uma folha de vendas; Pausa. Agora imagine-se: Um sapiente economista que nunca tenha tido responsabilidades numa empresa.»

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