
Ana Vidal: «No dia em que Jorge Amado faria cem anos, aqui fica, em jeito de homenagem, este terno testemunho da sua filha Paloma. A pintura é dela também, que à família nunca faltaram talentos. Filha de peixe – e de sereia – sabe nadar como ninguém.»
Rui Rocha: «Zita Seabra denunciou, o DELITO DE OPINIÃO apresenta provas. Na imagem, recolhida em meados da década de 80 do século passado, elementos de célula comunista agindo com a cobertura de identidades falsas correspondentes às de normais trabalhadores da FNAC, instalam microfone em aparelho de ar condicionado de gabinete ministerial. Registe-se a sofisticada técnica utilizada, resultado de longas horas de instrução ministrada por especialistas da ex-RDA.»
Teresa Ribeiro: «Natalie Portman destaca-se enquanto caminha, de cabeleira encarnada, no meio da turba. Na direcção oposta vem Jude Law. Um acidente fá-la desmaiar e acordar quase nos braços dele, um cliché que ameaça continuar a sê-lo, embora em versão pós-moderna, quando ao abrir os olhos ela lhe diz, com uma expressão atrevida: “Hello, stranger”. Mas este início de conto de fadas não dura o bastante para embalarmos. Closer (2004), de Mike Nichols, que vi em estreia no cinema em 2005, é um filme cáustico, duro, inclemente.»
Eu: «Neste dia em que se assinala o centenário do seu nascimento, recordo com particular emoção as personagens de Jorge Amado nos livros que constituem o mais precioso legado deste escritor que devia ter sido distinguido com o Nobel da Literatura. O António Balduíno, de Jubiabá. Pedro Bala, Gato e Volta-Seca, de Capitães da Areia. O Guma, desse maravilhoso e encantatório Mar Morto. A inesquecível Gabriela. A Tieta do Agreste. A Dona Flor, que tinha dois maridos.»
