
João Carvalho: «Garantiram-me que se trata de uma imagem do projecto dos ex-ministros Lino/Mendonça para o TGV Lisboa–Ponta Delgada, mas custa-me a crer. Alguém sabe o que poderia ser?»
Luís Menezes Leitão: «Miguel Sousa Tavares dizia no último Expresso que este governo estava a conduzir o país numa espécie de PREC de Direita. Dou-lhe razão em parte. Estamos de facto a assistir a uma espécie de PREC, mas nada tem de Direita. A verdadeira Direita aspira ao conservadorismo e à defesa do interesse nacional, impondo a reforma do Estado. Não entra numa estratégia de penalização dos cidadãos, defendendo o empobrecimento forçado do país, para o qual vale tudo, incluindo uma baixa forçada de salários, uma subida descontrolada de impostos, e a venda a pataco dos bens do Estado.»
Teresa Ribeiro: «Este é um exemplo gritante do impacto político das notações das agências de rating, os bonecreiros que nos têm nas mãos, cujo poder não tem limites. Quando é que isto acaba?»
Eu: «Quando comecei a ver futebol, e a interessar-me pelas coisas do futebol, havia excelentes comentadores que faziam tudo já não digo para ser isentos mas para parecer isentos. O Carlos Pinhão era benfiquista mas escrevia como se o não fosse, o Vítor Santos era do Sporting, mas também escrevia como se o não fosse. A partir de certa altura os órgãos de informação passaram a privilegiar os comentadores de emblema e cachecol. Houve até uma época em que a palavra de ordem parecia ser esta: quanto mais fanático e sectário pareceres, melhor. Dava “boas audiências” e o resto não interessava. Assim se formou uma geração de jovens espectadores fanatizados, cada vez mais sectários, incapazes de reconhecer mérito a uma equipa adversária, adoptando como lema frases do género “ou vai ou racha”. Tudo porque dava jeito às sacrossantas “audiências”.»
