
Ana Lima: «É um blogue de fotografias, de boas fotografias. Mas é muito mais que isso. É um blogue cheio de realidade, cheio de instantes do dia a dia, do nosso dia a dia. Por isso é um outro em espelho.»
Ana Margarida Craveiro: «Nascem poucas crianças no interior de Portugal. Há aldeias e vilas que poucas crianças vêem nascer por ano, havendo anos em que ninguém nasce. Resultado? O Estado fecha-lhes as escolas. Resultado? Os poucos pais com crianças mudam-se para as sedes de concelho – e eventualmente para aquela terra ninguém que são as cinturas de Lisboa e Porto. As aldeias e vilas ficam então sem ninguém abaixo dos 50 anos.»
João Carvalho: «Não me incomoda que haja quem se oponha à privatização da RTP, embora me incomode muito andar a pagar há tanto tempo a má gestão sucessiva do sorvedouro escandaloso que ela tem sido. Oponham-se, os que pensarem de outro modo, mas organizem-se e façam-no às claras.»
José António Abreu: «Surpresa geral: o processo Freeport vai acabar sem condenações. Crentes no princípio de que todos são inocentes até prova em contrário, lá teremos de admitir que tudo não passava de fumo sem fogo. Tão ou mais interessante é constatar que o Ministério Público chega ao fim a pedir a absolvição dos acusados e o senhor Procurador Geral da República a considerar tal circunstância «normal», acrescentando ainda que há milhares de casos similares e que só a exposição mediática justifica os comentários que se fazem sobre este. Bom, a exposição mediática deste teve pelo menos um ponto positivo: permitiu-nos ouvir da boca do senhor Procurador Geral da República que há milhares de casos similares.»
Rui Rocha: «Quem sabe, um dia destes, voltam a escrever livros com final feliz e a realizar filmes que acabam ainda melhor. Isso seria fantástico porque, como se viu, com a felicidade das personagens fictícias, podemos nós bem. Em alternativa, e apenas no caso das mulheres, presumo que seja possível alcançar alguma paz interior com uma ida ao cabeleireiro.»
Eu: «Alguns exemplos de má despesa pública anotados pelos autores, Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques: – os cinco mil euros que a Fundação Inatel pagou por uma entrevista ao próprio presidente; – os mais de seis mil euros em catering para as reuniões de dirigentes municipais, pagos pela Câmara de Almada; – uma festa dada pelo Governo Regional dos Açores no final da Bolsa de Turismo de Lisboa, “com bar aberto para 700 convidados”.»
