DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Hoje houve um fogo na serra de Sintra. Mais exactamente na Quinta da Capela, propriedade da marquesa de Cadaval, uma das mais importantes mecenas das artes que este país já conheceu. Pois bem: fiel defensora do modelo laico e republicano em que vivemos, a repórter da SIC N que veio fazer a cobertura do acontecimento não esteve com meias medidas e matou dois coelhos (a igreja e a aristocracia) de uma só cajadada, anunciando assim o sucedido nas notícias da noite: “Incêndio em Sintra, na quinta do Cadaval“. Nada como um espírito prático.»

 

João Carvalho: «Por causa do desemprego? Porque os juízes do tribunal embirraram com a cara do homicida? Pelo receio de que ele volte a casar em Portugal e venha a reincidir no crime? Com base em alguma nova lei que obriga os homicidas a emigrar? Isso é o que a Lusa se esqueceu de dizer. Desmiolada, gostou de saber da expulsão, mas sem querer saber o motivo.»

 

José Gomes André: «O resultado é uma espécie de viagem ao futuro promovida pela imaginação humana, que nos aponta notáveis possibilidades – a vida noutros planetas, a aplicação da teoria da evolução ao mundo virtual, a existência de consciência nos animais, universos paralelos, entre muitas outras abordagens aos mistérios da ciência.»

 

Leonor Barros: «Cumprem-se hoje 50 anos sobre o primeiro concerto dos Rolling Stones, a minha banda preferida de sempre. Um marco a não esquecer.»

 

Luís Menezes Leitão: «Mesmo no tempo de Cavaco Silva, quando o PSD teve a maior maioria de sempre, nunca aconteceu nada de semelhante. Cavaco Silva distinguia sempre o partido do governo e nunca misturava as duas situações. Obrigar ministros a ir a uma reunião partidária para responder perante o partido é um exemplo da partidarização do Estado absolutamente inaceitável.»

 

Rui Rocha: «– Maria, I have a feeling we’ re not in Boliqueime anymore… – We must be over the rainbow, Aníbal!»

 

Eu: «Achei inqualificável que o PSD/Madeira tenha rompido o consenso parlamentar, demonstrando que nem a morte põe fim aos gestos do mais rasteiro sectarismo. Refiro-me ao voto de pesar pela morte do eurodeputado Miguel Portas, do Bloco de Esquerda, na Assembleia Regional madeirense, em que uns deputados que se dizem sociais-democratas se abstiveram ou saíram da sala. Simplesmente vergonhoso.»

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