DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Lima: «Não é o facto de terem de subir e descer aquelas escadas que os atormenta mas o facto de estarem presos numa situação que não tem fim à vista. Agora quando pensam na sua casa vêem-na como uma ilha difícil de alcançar e, ao mesmo tempo, impossível de deixar. O elevador fora de serviço é, afinal, uma boa metáfora.»

 

Helena Sacadura Cabral: «A Liga Portuguesa Contra o Cancro lançou uma Campanha de Sensibilização Nacional para o Cancro do Ovário, que conta com a participação de especialistas médicos, doentes, autoridades de saúde e o apoio da Roche Farmacêutica.»

 

João Carvalho: «Paulo Pereira Cristóvão não só está indiciado de práticas ilícitas, como também está com a vida muito limitada pela determinação da Justiça de não contactar sportinguistas e o clube. Portanto, se ele quiser confessar-se, não poderá ir ao encontro do padre Vítor Melícias, que terá de manter à distância mesmo perante o segredo sagrado da confissão a que está obrigado o sportinguista franciscano.»

 

José António Abreu: «Devo abordar o essencial. A sociedade contemporânea, aliás, não aceita outra coisa. Nada de dispersão, nada de acessório, apenas e sempre o essencial, qualquer que ele seja a cada instante. Por estes dias, como de resto sucede frequentemente, o essencial é o futebol e, mais especificamente, o campeonato da Europa de futebol (parece que no fim-de-semana passado também ocorreu qualquer coisa importante na Grécia mas, como tende a suceder neste mundo em que apenas o essencial é essencial e poucas coisas são essenciais durante longos períodos, depressa perdeu relevância, podendo ser ignorado até conseguir reunir argumentos para aspirar à essencialidade durante mais algum tempo). Ora sendo o essencial o futebol, eu ainda não escrevi sobre o tema. Na verdade, escrevo até muito pouco sobre futebol. Não pode ser.»

 

Laura Ramos: «Chamam-lhe desestatizar e modernizar. Mas é tudo treta. Querem, sim, é que trabalhemos assim: com objetivos do século XXI e motores dos anos 40.»

 

Luís Menezes Leitão: «A voracidade fiscal deste governo despesista não tem limites. Não se apresenta qualquer medida de redução da despesa pública, a não ser os cortes de salários, que não passam de um imposto disfarçado sobre os salários dos funcionários públicos. Tudo o resto é aumento da carga fiscal. O IMI sobre os prédios está a ser aumentado por via de reavaliações dos imóveis que sobem o seu valor nalguns casos em 8000%.»

 

Rui Rocha: «Os tempos que correm exigem líderes políticos de barba rija. Depois de sofrer Zapatero, a Espanha precisava de um. Tudo indica que não teve sorte. Rajoy tem barba, é certo. Mas falta-lhe o resto. E sobra-lhe também tudo o que não devia ter numa situação destas: impreparação, falta de convicção, dependêcia de clientelas políticas, ausência de sentido de realidade e péssima comunicação.»

 

Eu: «Permanecer no euro é um direito da Grécia, que precisa como nunca da solidariedade europeia. Ora não há direitos sem deveres. O primeiro dever dos gregos é saberem ajudar-se a si próprios. O povo já cumpriu a sua parte. Falta agora os políticos cumprirem a sua.»

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