
Ana Margarida Craveiro: «Mas será que sou a única a não achar normal esta proximidade entre jornalistas e políticos, que leva a situações como a que a Teresa aqui em baixo cita? Numa terra em que toda a gente almoça com toda a gente, criam-se laços. Ora, estes laços impedem alguma independência e espírito crítico, e podem – reparem, digo podem – levar a uma ligeira deturpação dos factos apresentados nas notícias e afins.»
Ana Vidal: «A partir de hoje, e uma vez por semana, aqui aparecerão imagens (históricas ou simplesmente curiosas) que pedem uma legenda ao engenho e arte dos leitores do Delito. Não se trata simplesmente de identificar personagens – a identidade de algumas é óbvia, de resto – mas sim de interpretar, com palavras, aquilo que a imagem sugere a cada um. É apenas um desafio à imaginação dos nossos leitores.»
José Navarro de Andrade: «Um dos sinais mais prementes da decadência portuguesa é o exacerbamento do discurso moralista. Quanto mais nos inclinamos para uma permanente avaliação moral do que é justo ou injusto, mais dissolvemos, deturpamos e descuramos a avaliação ética do que é bom ou mau.»
Luís M. Jorge: «Seis anos e tal de Governo de José Sócrates, em que vi gente a defender o indefensável e gente a praticar o inqualificável, bastam-me.»
Luís Menezes Leitão: «Com os funcionários públicos a perderem 25% do seu salário, com o desemprego quase nos 16%, com previsões do défice do primeiro semestre a rondar os 7,5%, com milhares de empresas a falir continuamente e com 25 pessoas a devolver as casas ao banco por dia, ainda há um jornalista que acha que em Portugal não devemos ser pessimistas. Valha-nos Deus!»
Rui Rocha: «Foram os gregos que, vendo-se em grandes dificuldades, desenvolveram o primeiro mecanismo do género. Chama-se catapulta. Com alguma perícia e um bocado de sorte, os desempregados são projectados para lá da fronteira e, se tudo correr pelo melhor, nem sequer fazem ricochete. Em homenagem ao ministro Álvaro, proponho desde já que lhe chamemos Coisapulta.»
