
Fernando Sousa: «Suspenso o recolher obrigatório para uma noitada de póker, debaixo de um telheiro onde um dos condenados pintara a Última Ceia, com um dos apóstolos com o braço cheio de relógios, ganhos às cartas, a coisa correu bem durante um par de horas.»
José António Abreu: «É politicamente correcto respeitar quem, ao ter uma atitude estúpida, está a ser fiel a si próprio.»
José Navarro de Andrade: «Na tarde de 25 de Abril de 1961 toca um telefone algures em Los Angeles. É Dexter Gordon quem levanta o auscultador. Trata-se de uma chamada interurbana de Nova Iorque e do outro lado da linha apresenta-se o sotaque carregado de Alfred Lions, o dono da Blue Note. Em três tempos chegam a acordo: Dexter mudar-se-á para Nova Iorque, assim que legalmente lhe for permitido, e passará a gravar para a Blue Note. Se há telefonemas que salvam uma vida, este foi um deles.»
Luís M. Jorge: «Um partido com vocação executiva tem apoiantes de vários tipos. O “hardcore” é aquele cujos interesses materiais (trabalho, acesso a negócios) dependem do partido. O “softcore” é o que se motiva por causas, como a despenalização do aborto ou o casamento entre homossexuais. O “missionário”, tradicionalista, é o que vota em quem sempre votou e encara o partido como uma extensão do clube, da família e do contexto local ou regional.»
Patrícia Reis: «Cada vez estou mais convencida de que o melhor do mundo são os livros.»
Teresa Ribeiro: «Confrontada com o colapso iminente das economias que se propôs regenerar e com a incapacidade de avançar com soluções compatíveis com a sua cartilha ideológica, a direita liberal tem agora dez preocupações essenciais.»
