DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Por este andar, faltará decerto pouco tempo para que também seja proibido fumar em residências familiares onde vivam crianças. Ou onde viva alguém que não seja fumador. E como vai o Estado controlar isto? Simples: com denúncias anónimas, claro, e, certamente, com tecnologia apropriada. A propósito, alguém quer formar uma sociedade de fabrico e instalação de telecrãs*? É que a distopia parece estar já ao virar da esquina, e já que não a conseguimos evitar, ao menos que ganhemos uns cobres no processo.»

 

João Carvalho: «Percebe-se agora melhor por que motivo as duas ex-ministras da Educação de Sócrates nunca deviam ter chegado a cargos de topo na gestão pública e nunca mais devem voltar. Se Deus existe e é justo, que lhes dê uma longa vida e, sobretudo, que mantenha uma e outra bem afastadas da gestão orçamental do país que deixaram de rastos para nós pagarmos. É que não há saco para tamanho descoco.»

 

José António Abreu: «A posição do PS: fechar centros de saúde no interior do país era um acto de boa gestão; fechar uma maternidade em Lisboa é um crime de lesa-majestade. A posição de muita gente que protesta: sim, o governo deve cortar nos gastos; não, não deve fechar uma estrutura redundante.»

 

José Gomes André: «Já comecei a receber hate mail por ter fomentado o regresso do Luís Jorge ao Delito.»

 

José Navarro de Andrade: «Ondas e vento, dia após dia, após dia. Meses. Anos. A solidão não se imagina, sente-se, porque experimentá-la está para lá de qualquer ideia. Assim é a vida em Tristão da Cunha.»

 

Luís M. Jorge: «A avaliação dos danos provocados pela acção do Governo no conforto dos portugueses é clara: vivemos pior com Passos Coelho do que vivíamos no tempo de Sócrates. No entanto, a opinião pública que urrava contra o filósofo do XVIème parece conformada com todos os dislates do fadista de Massamá. Porquê?»

 

Luís Menezes Leitão: «Parece-me óbvio que o Primeiro-Ministro de Portugal se deveria preocupar mais com a situação dramática de muitos portugueses e menos com a imagem que as suas decisões provocam nos credores estrangeiros. Governa o país graças ao voto dos eleitores portugueses e não devido a um qualquer mandato dos credores estrangeiros.»

 

Rui Rocha: «A EDP não quer apenas promover o seu produto. A EDP é tão extraordinária como as suas (dela) rendas. Por isso, quer-nos vender valores. Para tal, na nova campanha institucional, recorre a filhos de trabalhadores (diz-se colaboradores em edepês) que são quase todos loiros. Como era de esperar numa empresa com operações na Península Ibérica e no Brasil.»

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