DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Nas linhas gerais para o programa eleitoral, o PSD destacou uma expressão que pode parecer evidente, mas que revela uma mudança significativa: “prioritárias são as pessoas”. E as pessoas são, convenhamos, um bocadinho mais do que simples pagadores regulares de impostos.»

 

André Couto: «Embarco amanhã rumo a Milão. Ao longo de quase três semanas esperam-me outras gentes e culturas. Os destinos, um de cada vez e com a vivência certa, serão Eslovénia, Hungria, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Croácia. Eventualmente Kosovo e Macedónia consoante o vento e o tempo fizerem valer as suas vontades, porque viajar exige o seu quê de liberdade, indefinição e improviso, going with the flow.»

 

João Carvalho: «Sempre que ouço dizer que Portugal está num “pelotão da frente” qualquer, arrepio-me todo com as novas desgraças que se desenham. Como se sabe, o País só costuma estar no “pelotão da frente” quando o batalhão a que pertencemos faz meia-volta-volver.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Diariamente somos confrontados com notícias que nos dão conta da desumanização progressiva da nossa espécie e de um aumento desmesurado da crueldade em relação ao próximo. A forma como as nossas sociedades têm tratado os deserdados da sorte, os emigrantes, as crianças e os velhos, ou como se aceita a violência, é algo que hoje tem tanto de banal como de inaudito.»

 

Eu: «Um sistema que precisava de construir uma barreira de betão rodeada de arame farpado electrificado e guardado por militares armados até aos dentes para evitar que os seus próprios habitantes fugissem em direcção ao sistema “inimigo”, com risco da própria vida, estava antecipadamente condenado ao fracasso. Foi esta lição de história que tão eloquentemente o Muro da Vergonha nos deixou.»

2 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Muito bom:

    o PSD destacou uma expressão que pode parecer evidente, mas que revela uma mudança significativa: “prioritárias são as pessoas”.

    Um sistema que precisava de construir uma barreira de betão rodeada de arame farpado electrificado e guardado por militares armados até aos dentes para evitar que os seus próprios habitantes fugissem em direcção ao sistema “inimigo”, com risco da própria vida, estava antecipadamente condenado ao fracasso.

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