
Jorge Assunção: «Em 2009, segundo o querido líder, os portugueses serão confrontados com a terrível escolha entre o optimismo de uns e o pessimismo de outros. Esperemos que saibam escolher o lado certo. É que o optimismo dominante, não poucas vezes, confunde realismo com pessimismo. E, dada a prevalência da cultura do Estado-empresário, o optimismo tende a prescrever doses exageradas na receita para os problemas do país.»
Sérgio de Almeida Correia: «Manuela Ferreira Leite, ocupada como está com os números, com as listas e com a elaboração do programa eleitoral do seu partido, pode não ter lido Habermas nem Touraine, mas já recuperou, tal como Berlusconi, a estanquicidade de uma distinção que se começava a pensar ultrapassada, lançando as linhas de uma teoria política (nova?) que a ser levada à letra, e ao arrepio da História, transformará os portugueses contribuintes nos novos cananeus e a Assembleia da República numa versão pós-moderna de Sodoma e Gomorra.»
Eu: «O país imaginário dos comunistas nada tem a ver com o país real: é um país em ruptura com a União Europeia “capitalista”, que sonha mover a economia com a “afirmação do papel do Estado em sectores estratégicos” e no qual o aumento de salários, pensões e ordenado mínimo ocorre como que por súbita acção de uma varinha mágica. Vermelha e de fabrico soviético, presume-se.»

O país imaginário dos comunistas é um país descalço, a grilhões, um país calado, em nome de um amanhã que não chega, em nome de um Homem que não existe.