DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Lima: «Porque será que, ao ler o título desta notícia, pensei tratar-se de um outro Cameron?»

 

Ana Vidal: «Durante anos a fio ele foi um imponente porta-aviões. Poderoso, exibia-se pelos mares em que navegava, e eram muitos. Disparava a eito certeiros tiros de canhão, atirando-a mil vezes para um naufrágio triste de que só ela acreditava poder salvar-se.»

 

João Carvalho: «Esta entrada em Lisboa de comboio pode indicar que um grupo em torno de Sua Majestade tinha arranjado tempo (naqueles primeiros dias de Dezembro que nunca foram os melhores para ir dar uma volta ou preparar alguma caçada) para um encontro recatado, talvez para pôr o monarca a par das maquinações republicanas durante a ausência — uma ausência que serviu para um encontro (premonitório?) entre D. Manuel II e Eduardo VII.»

 

José António Abreu: «Manter o desinteresse cansa mais do que manter o entusiasmo mas a fiabilidade dos resultados é muito superior.»

 

José Gomes André: «Multiplicam-se as análises sobre o “fenómeno Lloret del Mar” e a trágica morte de um jovem de 17 anos. A culpa é dos pais. A culpa é da escola. A culpa é das agências de viagens. A culpa é do hotel. A culpa é dos espanhóis gananciosos. A culpa é dos vendedores de álcool. A culpa é da sociedade. Os únicos que não são culpados, claro, são os jovens envolvidos em festas bacanais, trips de comprimidos e noites sucessivas de shots. Enquanto não percebermos a necessidade de restaurar o conceito de “responsabilidade individual”, estaremos condenados a procurar culpas como agulhas num palheiro.»

 

Patrícia Reis: «”O Teatro é um grande meio de civilização mas não prospera onde a não há.” Garrett. Dia 27 de Março comemora-se o Dia Mundial do Teatro, iniciativa promovida anualmente pela UNESCO.»

 

Teresa Ribeiro: «Os ordenados milionários dos gestores das empresas públicas começam, enfim, a ser cortados. Não é coragem. Não encham a boca com isso que me faz brotoeja. É a pistola da troika encostada à nuca. Tenho pena que só nestas circunstâncias um governo de Portugal consiga arranjar “coragem” para a decência.»

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