
José António Abreu: «Lembro-me de há muitos anos, influenciado pela exposição continuada a filmes e livros de ficção científica, recear o aparecimento de autómatos fisicamente idênticos ao ser humano porque, como parecia regra, acabariam por se revoltar e trucidar-nos a todos. Hoje, considerando a evolução da aparência feminina, em particular nas faixas etárias em que vou entrando cada vez mais contrariado, espero o seu rápido desenvolvimento. Antes um robot à la Blade Runner, com a aparência da Daryl Hannah e capaz de exprimir emoção, do que uma Daryl Hannah com aspecto de robot.»
Rui Rocha: «Alberto João Jardim solidário com George Clooney: perseguem-nos por sermos bonitos.»
Teresa Ribeiro: «A misoginia, não tenho dúvidas, nasceu dentro das calças de um adolescente e depois propagou-se como um vírus. Na raiz de todo o mal está um equívoco: o de que temos poderes ocultos, já que as provas parecem irrefutáveis, podem observar-se a olho nu. É contra esse poder que se insurgem quando nos matam e esfolam. Talvez se não tivessem sido tão poupados pela mãe natureza e durante o crescimento houvessem passado por provas que os fizessem duvidar da sua proficiência percebessem melhor os mistérios do seu próprio corpo e nos deixassem em paz.»
