
Ana Vidal: «Vale a pena ler todo o artigo de António Guerreiro (link no parágrafo acima), uma análise lúcida e desapaixonada sobre o Acordo Ortográfico do nosso descontentamento. Só uma coisa me intriga: com uma tão interessante e bem articulada argumentação contra a utilidade e a bondade do AO, porque será que o colunista do Expresso não usa, como tantos outros, a prerrogativa que tem de escrever com a grafia pré-acordo?»
Helena Sacadura Cabral: «Ficámos esclarecidos. A Otelo a reforma não lhe assenta. Precisa de acção. E, pelos vistos, também de alguma específica medicação. Ele sai-nos com cada herói…»
João Campos: «Pelos vistos, as rezas no Ministério da Agricultura para fazer chover deram resultado. Resta saber se os relâmpagos que acompanham a borrasca se devem a orações particularmente fervorosas, ou se lá de cima estão também a ajudar no caso da EDP.»
João Carvalho: «Duarte Lima está sujeito a ser detido pela Interpol se puser a cabeça de fora. Quatro presos fogem da cadeia do Montijo e são logo apanhados por um forte dispositivo policial de caça-ladrões. Enfim, sorte tem o eterno presidente da câmara de Oeiras, que andou a meter a mão no meu bolso de contribuinte e, no entanto, pode pavonear-se livremente sem ser incomodado.»
José Navarro de Andrade: «Esta sublime carta de Tolkien que o Rui Rocha teve a feliz ideia de nos dar a conhecer, fez-me lembrar outra, também de uma bizarra actualidade. Trata-se de uma resposta de Wellington a uma inquirição ministerial de Londres. A data é de 1812 quando Wellington, recorde-se, comandava a Campanha Peninsular contra o exército de Napoleão.»
Luís Menezes Leitão: «As declarações e conferências de Otelo a reclamar um novo golpe de Estado não representam qualquer perigo para o regime, mas não deixam de ser um curioso sinal dos tempos. Há muito tempo que Otelo tinha deixado de fazer este tipo de declarações. O facto de agora as repetir constantemente significa que acha estarmos em período em que elas poderão surtir algum efeito. É por isso preocupante a instabilidade financeira, a perda de soberania e o descrédito do regime a que temos vindo a assistir nos últimos tempos.»
Rui Rocha: «O Manchester tem muito mais dinheiro? Pois tem. O Sporting teve mais futebol. E temos ainda toda a riqueza de que precisamos neste dia de S. Patrício. A memória dos golos que marcámos hoje e do fantástico calcanhar do Xandão.»
Teresa Ribeiro: «Às vezes ele faz de inspector Clouseau e eu de Cato Fong. Ele adora os meus ataques surpresa e eu também. Especialmente nos dias em que me esqueço de tomar os comprimidos.»
Eu: «”Norma” sem sanção, incapaz de motivar qualquer acção disciplinar contra quem se recuse a segui-la (invocando uma louvável desobediência civil contra aquilo que muitos consideram um delito de lesa-cultura, o AO foi adoptado (adotado?) contrariando o seu próprio articulado, designadamente na parte em que se prometia (até 1993!) a elaboração de um “vocabulário da língua portuguesa”, que nunca viu a luz do dia, e na que fazia depender a sua aprovação da prévia ratificação pela totalidade dos países de língua oficial portuguesa, o que ficou igualmente por cumprir.»
