
Adolfo Mesquita Nunes: «Longe da vista está perto do coração ou, querem lá ver, olhos que não vêem, coração que não sente?»
Ivone Mendes da Silva: «Quando Botticelli acabou de pintar A Primavera, em 1481, fazia já quase seis anos sobre a morte de Simonetta e quase uns quatro sobre o assassínio de Juliano às mãos dos Pazzi. Tê-la-á terminado de memória ou a partir de outros retratos e esboços que havia na oficina. Os seis metros quadrados de têmpera foram inventariados na colecção de Lourenço de Pierfrancesco de Médicis, primo de Lourenço de Médicis e de Juliano. Ou encomendados por aquele ou oferecidos por Lourenço, como prenda de casamento, após a morte de Juliano.»
João Carvalho: «Para os mais distraídos, aqui fica um apontamento: os huichóis constituem um grupo étnico indígena do México centro-ocidental que habita na Sierra Madre Occidental; devido ao isolamento e resistência à evangelização em que vivem, mantêm muitos dos seus traços culturais originais; autodenominam-se wixáritari (o povo) na sua língua nativa, a que chamam wixárika.»
José António Abreu: «Num anúncio radiofónico do Montepio, o robot R2D2 (o mais baixote do duo d’A Guerra das Estrelas) subscreve um depósito a prazo a quatro anos. Em resposta a uma série de apitos e estalidos, a pretensa funcionária do Montepio diz algo do género: «Não, senhor Ar-Tu-Di-Tu, não são anos-luz. São anos terrestres.» Deixando de lado o pormenor do ano-luz ser uma unidade espacial (ou seja, usada para medir espaços no Espaço), poderá alguém explicar-me qual a diferença de tempo entre um ano terrestre e um ano-luz?»
José Navarro de Andrade: «Talvez porque o tráfego do aeroporto de Frankfurt seja dos mais intensos e extenuantes da Europa, os controladores aéreos têm fama de arrogantes e impacientes. Depois de conduzirem os pilotos durante a fase de aterragem, limitam-se a informar qual é a porta para onde devem dirigir o avião, presumindo que sabem a sua localização e como hão-de lá chegar, prescindindo de fornecer mais orientações.»
