
Ana Vidal: «De astrologia percebo tanto como de futebol. Ou seja, quase nada. Sei, porque já mo disse quem entende do assunto mais do que eu, que sou uma aquariana praticamente sem misturas e que tenho, a bem da minha sobrevivência, um ascendente em Touro que me impede de levantar voo de vez, como os amantes do Chagall. De resto, nesta matéria sou como quase toda a gente: acredito firmemente no que me agrada das previsões e desvalorizo aquilo que não me convém. Mea culpa, mea maxima ignorância. Porque eu bem sei que las hay.»
João Carvalho: «O Entrudo festeja-se na Península Ibérica desde o século XIII. Foram os portugueses que introduziram estes festejos no Brasil (ainda durante a colonização), os quais se realizavam nos três dias anteriores ao início da Quaresma (Quarta-Feira de Cinzas). Consistiam, inicialmente, em “guerras” de água e sumo de limão. A partir de Setecentos, começou-se também a atirar farinha, ovos, tomate esmagado e outras substâncias menos agradáveis. Eram brincadeiras de rua violentas e sujas, praticadas principalmente pelos escravos negros, a par de muita música e danças populares.»
José Navarro de Andrade: «Por mim vos digo – belíssima tarde a de ontem. Só falta agora que a gerência do plácido Sete Castelos de Oeiras coloque lápide alusiva aos pés da enorme araucária que ornamenta o pátio do restaurante. Em boa verdade também não sei se era uma araucária, mas parece bem um nome assim camiliano a dar sombra ao ilustre cenáculo. Fizeram falta os convocados ausentes para este almoço do Delito de Opinião – que venham na próxima.»
Laura Ramos: «O DELITO DE OPINIÃO é um movimento bloguista, um exercício perigoso, só para gente adulta, aventueira. E onde cada um de nós está de bem consigo (o que não é pouco na blogosfera).»
