DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «A estação do frio é uma estação para pessoas felizes. Digo-o muitas vezes, não só porque gosto de aforismos. E agora que, segundo parece, vem aí uma vaga de frio, apetece-me voltar a essa ideia, que nem sempre consigo explicar. E nem tento, para não perturbar a pretensão aforística.»

 

Ana Lima: «Quem poderia, por cá, lançar, a Maria Cavaco Silva, um desafio destes? Sabendo, ainda por cima, que, provavelmente, as despesas da família com o ginásio devem ter sofrido um corte?»

 

Ana Margarida Craveiro: «Como se não bastasse termos um Presidente da República com dúvidas sobre o seu poder (deve ter flashbacks com 1991), temos também um bastonário de uma Ordem com a mania que é político. Eu explico devagarinho: para se chegar ao poder executivo, é preciso ser eleito para o Parlamento. Boa? Custa assim tanto entender?»

 

Helena Sacadura Cabral: «Não se podem matar as agências de notação? Estão à espera de morrer para fazer alguma coisa?»

 

João Carvalho: «Coitado do Egipto. Primeiro, tiram-lhe o P. Depois, barram-lhe as forças de segurança. Agora, impingem-lhe o Rui Santos. O que mais poderá seguir-se? A extinção das percas do Nilo?»

 

José António Abreu: «Claro que, em termos de relevância global, o número dois dos últimos governos tem sido o ministro das Finanças. Mas não é função do Ministro das Finanças preocupar-se com justificações políticas das medidas que impõe ou ajuda a impor. Para isso, há ministros políticos. Mas será que estamos habituados a dar por eles? Quem – respondam depressa – era o número dois político nos tempos de Durão Barroso?»

 

Leonor Barros: «No meu tempo de escola, a vida era muito tranquila. Os professores faltavam e alguns faltavam muito, outros bastante e outros nunca. Como agora. Esperávamos todas as santas aulas pelo abençoado segundo toque que nos aliviaria de aulas de modorra e tédio, sem visualização, powerpoint, projectores ou quadro interactivos. O professor falava, os alunos ouviam. Esqueçam motivação e interesse. Ir à escola era aprender e ninguém disse que aprender era divertido e engraçado ou fácil. Naquele tempo não era.»

 

Rui Rocha: «Portugal admite vender regra de ouro se tal for necessário para assegurar o défice de 2012.»

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