DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Se fosse um sketch do Herman ou do Gato Fedorento, o diálogo entre o morador do Almograve e o GNR no cruzamento da Longueira seria algo assim:

– Posso sair da freguesia?
– Pode, com um teste negativo.
– E onde posso fazer um teste?
– Numa farmácia.
– Mas o Almograve não tem farmácia. Posso sair para ir à farmácia de Milfontes fazer o teste?
– Não, não pode sair do Almograve sem um teste negativo.
– Mas então não posso sair da freguesia.
– Com um teste negativo pode.
– Mas se só posso fazer o teste na freguesia vizinha…
– Isso já não é problema meu. Olhe, pergunte ao Cabrita.»

 

JPT: «[João] Soares, com seus defeitos e qualidades, não foi um socratista. E esta gente, estes Galambas e afins, estes estrumes e asquerosos, foram-no. E assim continuam, neste aggiornamento em formato costista.»

 

Eu: «Não sei, neste contexto, o que significa a salazarenta expressão “conter em absoluto”, não havendo sequer estado de emergência que permita “neutralizar” manifestações. Querem suspender de vez a Constituição da República? Tudo é possível. Pela minha parte, venho solicitar ao dito cavalheiro para transmitir quanto antes ao primeiro-ministro, assumido adepto do Benfica, que nós iremos celebrar o título como quisermos, quando quisermos e onde quisermos. Na varanda, à janela, no estádio, na rua, na praia, na praça ou no jardim. (…) Ninguém irá impedir-nos, ninguém conseguirá “neutralizar-nos”. Muito menos um antigo membro da desonrosa Comissão de “Honra” da recandidatura do senhor Luís Filipe Vieira, cujo grupo económico figura em segundo lugar na lista dos 20 maiores devedores do Novo Banco.»

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