DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

José Meireles Graça: «Pessoas sumárias julgarão talvez que a Justiça deriva do juiz, da defesa ou da acusação. Nada disso: para se realizar, precisa dos três. Na democracia, onde o povo desempenha o papel de juiz, é igual, pode perder-se tendo razão; mas não é de razão menosprezar o adversário, e quem desvalorizava Jorge Coelho fazia-o à sua custa. É fácil, e se calhar natural, detestar as pessoas cujas convicções nos são opostas. Com Jorge Coelho nunca consegui.»

 

Luís Menezes Leitão: «António Costa diz que a decisão sobre a vacina não pode ser tomada por um Primeiro-Ministro que não percebe nada de vacinas. Eu também não percebo nada de vacinas, mas gostaria de ter a opção de escolher, com base na informação disponível sobre as vacinas, aquela que me parece mais adequada. Esta opção a nível central sobre a vacina que os cidadãos devem receber, quando as mesmas são diferentes em níveis de segurança, é tudo menos típica de um país democrático.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Do PCP não seria de esperar outra posição que não uma declaração a dizer que em causa está uma “tentativa de desestabilização da situação em Macau, com transposição da situação de Hong Kong e alguma mimetização de processos e expedientes“, que é mais ou menos a posição da propaganda oficial chinesa e do seu órgão oficioso em Macau, dirigido por um conhecido campeão da liberdade de imprensa que assimilou na perfeição a cartilha dos controleiros comunistas.»

 

Eu: «Obra-prima da ficção melodramática que nos conduz a 1938, quando os judeus começaram a ser perseguidos na Itália de Mussolini. O filme, protagonizado pela bela Dominique Sanda, presta homenagem ao romance homónimo [O Jardim dos Finzi-Contini]. Hollywood atribuiu-lhe o Óscar para melhor longa-metragem não falada em inglês.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *