DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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Cristina Torrão: «A Páscoa também é confiança. Na vitória da vida sobre a morte. Boa Páscoa!»

 

Maria Dulce Fernandes: «Em começando as férias que antecediam o segundo período, entabulavam-se os preparativos para a Páscoa. Numa vertente mais religiosa, cabia-me a confissão, a missa e a comunhão, por isso lavava e engomava a mantilha branca que a Lena do Vitinha me tinha trazido de Badajoz, polia o terço de prata que estava guardado na caixinha de folha espelhada com a Rainha Santa Isabel em relevo, guardada junto ao pequeno missal e saía para ensaiar para a missa de Domingo e para a procissão que se lhe seguia.»

 

Zélia Parreira: «Foquemo-nos então nas empresas de edição. Comercializam um serviço, requerido pelo presumido Autor. Entre histórias de vida sofridas (ou talvez não) e produtos delirantes da imaginação, são propostas para edição. A empresa responde sempre que o livro tem potencial e envia um orçamento. Tudo é editável, desde que seja pago. Número mínimo de exemplares, com custo unitário de X, a que acresce custo de revisão, se o Autor o pretender; custo do desenho de capa, se o Autor preferir uma capa profissional; custo adicional do papel, se o Autor não quiser imprimir o livro de uma vida em papel reciclado de má qualidade. O Autor não quer. Já paga o que pode e o que não pode, para imprimir o livro, quando, ingenuamente, esperava obter receita da sua venda.»

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