
Cristina Torrão: «A propósito da dominância dos homens sobre os outros seres humanos e sua consequente impunidade, lembrei-me de algumas histórias passadas na aldeia de origem do meu pai, perdida nos montes transmontanos, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Das que conheço, escolhi quatro, todas passadas durante a primeira metade, ou meados, do século XX.»
Eu: «Seguro, que nunca integrou o séquito de Sócrates, inverteu esta tendência. E legou ao partido o mais exemplar processo de democracia registado numa força política portuguesa, contra o aparelhismo dominante. Naquela eleição interna participaram 150 mil pessoas – não só militantes mas também simpatizantes. Outro teria arregimentado um sindicato de votos para se perpetuar no poder. Ele preferiu ir a jogo com regras transparentes. Perdeu para Costa. Mas ganhou perdendo.»
