
José Meireles Graça: «O poder judicial põe e o Poder dispõe. Porque o senhor Presidente do STJ não podia adivinhar o que o Governo viria, nas costas da opinião pública e na da publicada, a fazer. E o que está a fazer, para além de sonegar informação ao Parlamento, o que só por si deveria ser matéria para um severíssimo puxão de orelhas de quem (não) garante o regular funcionamento das instituições democráticas.»
Maria Dulce Fernandes: «À meia noite transformo-me em abóbora.»
Eu: «O Malhadinhas é um fascinante relato na primeira pessoa, em registo memorialístico, da boca de um homem já muito velho que no final do século XIX evoca os tempos da sua juventude, por volta de 1840, num reino ainda fracturado entre malhados e miguelistas: soavam ecos da guerra civil que devastou o País e manteve feridas por cicatrizar durante décadas. Homem em maré de confissão: “A minha língua era afiada como a faca que trazia à cinta.” Relato oral, claro – de uma oralidade inserida na escrita e marcando-a por inteiro. Este narrador, almocreve de profissão, mal sabia “juntar letras” mas era muito solto na fala.»
