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Noite já longa vi em diferido o combate Ferreira/Ventura. Ferreira mal preparado, pois oscilando, como se indeciso, entre o “estilo estadista” e o “gingar morcão”. Assim, e porque muito mais homogéneo na táctica da “pressão alta”, e já mestre na “finta jagunça”, Ventura sovou.
Para descansar da épica peleja segui para o confronto Matias/Sousa. Um encanto: ela gentilíssima com o professor. Este gentilíssimo com a deputada, e muito a louvando bem como ao seu BE, e também para com o aprazível moderador, que inclusive foi coadjuvando. Sousa é Sábio. Ou seja, Sousa Rules!
Entretanto acordei e fui ver a entrevista da ministra da Justiça na RTP, a propósito deste caso da transferência do procurador Guerra para a Europa. Um pouco abespinhada, é certo, mas coberta de razão. Pois, como culminou, o populismo germina nestas coisas, nesta forma rasteira de fazer política. Repare-se, como nos lembrou, que esta “oposição” demagogicamente foi buscar uma carta (aliás, “nota de trabalho” do seu ministério) “do ano passado”. Ou seja, denuncia que se vasculhe o processo de óbvio favorecimento de uma candidatura. Porque foi … no passado.

Ó jpt, então vai arranjar esta foto, do fim ou principio do debate, quando o Ferreira está quieto e o Ventura vai cumprimenta-lo com o antebraço, para comentar ‘diferido combate’? A isto se chama manipulação de imagens, mas pra quê? Assim nem vale a pena atirar o ‘mal preparado’ ou a ‘finta jagunça’.
Se viu, concretamente, o debate, viu o Ferreira a responder a questões da competência constitucionais do PR, logo interrompido pelo vendedor da cassete dos comunistas da Coreia do Norte, Cuba e Vietname a esbracejar e tal, na cassete não aparece os comunistas do governo da China talvez por estar a tratar de algum visto gold, e querer dar um ar de superior ao tratar por tu e ó João. O Ferreira mal preparado? Quando muito não está habituado a lidar com aldabrões, comentadores de penaltis, técnicos de offshores ou vendedores de calcitrim da cobra.
Ó Anónimo detecto-lhe alguma má-vontade, a qual lhe provoca défice interpretativo: ica/noticia/mentiras-interrupcoes-tenso-d ebate-andre-ventura-joao-ferreira-194486 6 (Ventura a “socar” Ferreira, em óbvio cumprimento nas práticas habituais neste covidoceno). Poderia ter posto a ligação à notícia (tique de bloguista) mas preferi colocar a ligação à gravação do debate no TVI player para hipotéticos interessados.
1. Fotografia: faço manipulação de imagens? Saquei a fotografia (cujo autor não estava identificado) do primeiro resultado da pesquisa google que fiz sobre o debate, quando escrevi o postal (hoje de manhã). Não me lembro de que órgão de comunicação (mas seria um dos maiores nacionais – pois aparecia em primeiro lugar na pesquisa google sobre um assunto que convoca hoje, como é óbvio, muito tráfego). De qualquer forma fui agora procurá-la para o elucidar e os resultados são ligeiramente diferentes. Busco no Google “Debate Ferreira Ventura” e sai esta foto [no publico, no Expresso e na TSFonline]: https://www.publico.pt/2021/01/03/polit
2. “Diferido combate”. Não percebeu. O que eu escrevi foi que “vi em diferido o combate” o que tem um sentido diferente. E disse-o para explicitar que vi primeiro este e depois o de Matias/Sousa (que foi realizado pouco antes). E cujo tom foi tão diferente que este meu percurso ainda mais me fez notar a diferença.
3. “Má preparação” de Ferreira. V. contesta a minha opinião (e tem todo o direito) mas contra-argumenta como se eu estivesse a elogiar Ventura. Mas de facto não se trata disto. Estes debates servirão um pouco para “pregar aos convertidos”, outro tanto para “tocar os sinos a rebate”, convocando os respectivos a não ficarem em casa. Mas também servirão para falar para a paróquia vizinha, ou pelo menos assim se espera. E neste aspecto enquanto Ventura barafustou à sua maneira (e ontem esteve vigoroso nisso) Ferreira deixou-se levar, oscilou na abordagem. Eu não digo que esteja “mal preparado” para tratar de assuntos como “competências institucionais do PR” ou afins. O que digo é que preparou mal o debate, ou lhe correu mal o debate, perdeu o rumo, ao deixar-se entrar na gritaria venturesca. Porque foi isso que aconteceu. E estou certo que tanto Ferreira como a sua entourage estarão disso conscientes.
Anónimo, uma adenda para si: a fotografia, cuja utilização diz ser “manipulação de imagem” (minha ou de outrem pouco interessará) encabeçava a notícia do Diário de Notícias (jornal algo aparentado ideologica e praticamente com o PS/candidatura de MRS). Tire então as suas conclusões.
jpt não é a imagem que está manipulada, a imagem é verdadeira. É o sentido da imagem com o ‘ventura sovou’ parecer querer dar a ideia diferido combate.
Foi um chavascal, os dois à gritaria. Ventura foi melhor nisso – talvez porque esteja mais habituado: será sempre conveniente que o seu pigmalião é o apoiante do PCP (partido que, já agora, se excusa a qualquer pronunciamento sobre esse seu capitalista apoiante) Luís Filipe Vieira, que o usou nas guerrilhas televisivas para apropriação dos uefadólares. Quanto às fotos subsequentes ainda são mais alegóricos (siga a ligação e veja como o fotograma dá a ideia de dois pugilistas).
“Sovou”? Sim, decerto que os seus apoiantes gostaram mais daquilo do que os de Ferreira. E os outros terão – mesmo que o nao digam – a ideia que Ventura foi mais veemente. Estou eu ao dizer “sovou” a manipular a “moldura humana” deste DO? a conduzir o real até algum porto que me seja simpático? Nada disso .. nem perto disso. Não fique tão abespinhado. Correu mal ao Ferreira, ele que atine nos próximos debates se quer vincular-se aos seus.
“cassete dos comunistas da Coreia do Norte, Cuba e Vietname”
Parece ter ficado incomodado por a Coreia do Norte, Cuba e o Vietname ditaduras Comunistas que o candidato do PCP apoia terem sido referidas.
Não são assim tão grandes criações afinal?
Só faltou mais.
Cumprimentaram-se?
Não deixa de ser interessante a preocupação por parte de umas candidatas em ilegalizar o Chega, num país quem tem há anos um pnr.
O problema não está na ideologia, mas sim no alcance. No dia em que este país tiver um líder de extrema direita a sério (porque este Ventura é um vendedor de aspiradores e pouco mais), não sei o que os ditos políticos “normais” vão fazer à vida
Um pnr a sério é desbroncar o vendedor de aspiradores, p.ex. fazer uma manif. a deitar abaixo o chega e quem o apoiar.
Ah ganda direita, Timor ainda voltará a ser nosso. Timor, Bombaim e Tanger oferecidos aos inglesius no casório da Catarina.
O País tem um Partido Comunista Estalinista e um Partido Comunista Trotskista. Uma das candidatas é aliás deste último, a outra está próxima. Logo não admiram que queira proibir outros partidos. Aliás se sentissem as força de 50% do voto o mais provável era quererem proibir todos os outros partidos.
Ora bem, não foi um debate agradável de se ver. E não foi porque, sinceramente, o João Ferreira não estava preparado. Penso que se preparou demais para o confronto com Ventura e pouco com a matéria que de facto deveria conhecer e saber na ponta da língua… e não sabe.
Será que ninguém repara que existem demasiados candidatos que não fazem a mínima ideia do que significa ser PR? Do que pode ou não pode fazer, quais as suas limitações e quais as suas obrigações? E nisso Ventura vence. Porque é de facto um candidato mais esclarecido sobre o cargo. E neste debate, não sei se as exasperações de Ventura foram estratégia, ou se foi mesmo impaciência por ter ali um adversário que não tinha conhecimentos gerais suficientes sobre o cargo a que concorre. Em termos de cultura constitucionalista, Ventura preparou-se, ou sabe, muito mais que Ferreira. Se foi o caso, é motivo para qualquer um se enfurecer com a impreparação… e vindo do candidato com o maior patrocínio de todos, ainda mais.
Mas o que surpreende, é ler no dia a seguir na imprensa, que João Ferreira ganhou o debate. Sim, esta leitura surge no Expresso e na SIC, o que já não surpreende.
Acho que qualquer pessoa livre de agendas e com o mínimo de capacidade analítica percebe que um foi muito mais competente, enquanto o outro foi desleixado, inculto e com uma enorme nuvem de cegueira ideológica a pairar sobre si.
Inconveniente, quem o ler encontrará – se assim quiser – bastos motivos para elogiar o Professor Ventura. Sorte minha que não sou “pessoa livre de agendas e com um mínimo de capacidade analítica”.
Caro jpt:
Pode explicar-me o que é uma pessoa livre de agendas, expressão utilizada pelo Inconveniente mas cujo significado eu não alcanço. A melhor definição que me ocorre é “uma pessoal que não pensa” e, portanto, não está empenhada em nada. Concorda? Não pergunto ao Inconveniente (mas ele se quiser pode responder) porque me parece que ele não sabe.
J. só o comentador Inconveniente poderá esclarecer o que entende por essa expressão. Eu apenas a utilizei para expressar que não serei uma dessas pessoas que percebem, na perspectiva do comentador Inconveniente, da excelência (relativa que seja) do professor Ventura.
Espero não o ofender, mas se não conhece a expressão, ou está a ser sincero e é ignorante, ou está apenas a tentar ser engraçadinho.
Acredito que esteja apenas a tentar ser engraçadinho, porque mesmo quem não a conhece, e só não a conhece quem nunca viu um filme americano na vida, conseguiria lá chegar pelo sentido da frase.
Mas para a remota hipótese de ser mesmo ignorante, uma pessoa com agendas, ou uma entidade com agendas, como por exemplo o Expresso e a SIC, e era aos comentadores e analistas jornalísticos que me referia, são aqueles que subvertem a realidade, para corresponder às expectativas de outros. Isto é, têm os outros na sua agenda e tudo o que fazem e dizem, é para lhes agradar, mesmo quando não corresponde à realidade.
Inconveniente cumpre-me agradecer-lhe ter elucidado o comentador J. sobre o que entende por “agendas”
Ó inconveniente, então o ventura atirou com cassete da treta que já ninguém liga e meteu-se em questões de propaganda do seu chega e mais coisa e tal demitia não sem quem, os fogos, tancos, faltou a queda da árvore na Madeira, e isso é falar dos deveres constitucionais do PR?
Tá bem, alguém tem que dizer bem do penteadinho que até arranjou aquela do tratamento por tu e ó João para mostrar a serviço aos tios e tias clientes da imobiliária e até nem disse uma palavrinha sobre os comunistas chineses não fossem eles clientes visto gold
Se estiver atento às últimas sondagens, verá que a cassete da treta tem conseguido resultados. E como tal, qualquer político aproveita. Só se fosse estúpido é que não mantinha uma equipa que ganha. Seja treta ou não, o certo é que cresce. E se cresce, não se pode esperar outra coisa. Veremos qual a estratégia que irá adoptar quando deixar de crescer.
Acho que é óbvio que a intenção de Ventura nesta candidatura é a propaganda, a publicidade. É ganhar tempo de antena, aparecer. A partir do momento que lhe é negada a atenção e o tempo de antena nos canais de informação, desde que foi eleito, esta era uma estratégia a ser equacionada. Ninguém está à espera da vitória, nem ele. Mas tem aqui a oportunidade de aparecer e desta vez não o podem omitir, ou fingir que não existe, ou não o convidar.
Sobre constitucionalismo, como escrevi noutro comentário, a lição pode ter sido pobre, mas foi mais enriquecedora para Ferreira, porque Ferreira demonstrou que não percebe nada do assunto. Ventura pode perceber pouco, mas ainda consegue perceber mais.
Sobre as demissões, a minha posição é muito clara. Se o governo tivese sido exigente logo de inicio e castigasse logo à primeira quem não se revelou competente, provavelmente os ministros que se revelaram incompetentes mais tarde, não o teriam sido. A pior coisa que pode haver num governo é o protecionismo, é a impunidade. Acredito que se o primeiro fosse afastado, teria servido de aviso à navegação e evitavam-se os casos posteriores.
Se se tratam por tu, por você ou por doutor, é uma não questão. Serve apenas para colocar a nu a pobreza de certos hábitos enraizados na cultura portuguesa. Vivi muitos anos num país onde as pessoas são tratadas pelo nome apenas. Sem títulos ou regras de protocolo. É uma forma de estar muito próxima e que inadvertidamente, faz com que as pessoas baixem à terra e deixem de ter laivos de superioridade.
Desde quando os candidatos partidários (aqueles que representam um Partido e cujas hipóteses de vencer são quase nulas) vão fazer campanha à Presidência da República? Vão fazer campanha partidária pró/contra governo, uma espécie de apêndice das legislativas
O mesmo se passa nas europeias, onde se fala de tudo menos de União Europeia.
Entenda como quiser. Se o homem é professor não me interesaa nada, o certo é que deu uma lição de direito constitucional. E por muito pobre que a lição fosse, conseguiu esclarecer um candidato que não percebe nada do assunto.
É sempre agradável saber de um lente leccionando.
Nunca fui de modas. E muito menos modas de preconceito, ou de juízo de valor.
Poderá entender que a minha análise foi vénia a Ventura. Mas não foi. Foi a análise de alguém que fez por se esquecer que João Ferreira estava a debater com Ventura. Estivesse Mayan no lugar de Ventura, diria o mesmo. O que fiz foi expor a pobreza de cultura e de conhecimentos políticos de João Ferreira. Se do outro lado estava A ou B, pouco me importa. Obviamente que para muita gente importa muito. Lá está. O preconceito. Não alinho nessa moda.
Inconveniente, também me parece que Ferreira esteve mesmo mal. Se é ele o Bruno Fernandes pelo qual o PCP anseia … então o jogo correu mal.
Aguardemos, com a paciencia possível , por 24 , à noitinha…
é mais fastio