
Segui com atenção a entrevista que Durão Barroso acabou de dar na SIC Notícias, curiosa por saber o que pensa sobre as questões da actualidade o nosso mais proeminente europeu. Mas fiquei na mesma. Mário Crespo bem se esforçou em malabarismos e truques jornalísticos, tentando apanhá-lo desprevenido, mas tudo o que conseguiu foi uma descrição de um almoço em tête-a-tête com Sarkozy, no Eliseu, na maior intimidade fraterna. Fora isso, e fazendo jus ao nome que lhe ficou colado à pele, Durão esquivou-se a todas as perguntas com exímia e escorregadia arte sub-aquática e a nenhuma respondeu. "Mas este é o seu país!", queixava-se Crespo, já desesperado. Nada feito. A frase que mais lhe ouvimos foi um lapidar e descomprometido "não vou entrar por aí". E não entrou, de facto. Ficámos sem saber por onde vai, ou para onde vai. Sabemos só que não vai por aí.

Só consegui assistir a uma parte e fiquei com a mesma ideia. Pelos vistos, não perdi muito.
Pois não, João. Nada mesmo.
Ele sabe para onde vai, só não sabe é quando chega 🙂
Tal como um dia disse que seria primeiro-ministro, só não sabia quando.
Há tipos que nasceram com o rabinho virado para o sol. E nunca se queimam 🙂
Só pelo título o post já vale! Parabéns! Grande título.
(não vi a entrevista)
:))
Obrigada, MdSol. Foi um flop total, acredite.
Errado. Uma luz não se acende sozinha.
Certo.
Ele talvez saiba, mas não diz. E os planos não devem passar por cá, Joaquim… achei-o distante e altivo, a demarcar-se bem do país onde nasceu. Este é que adopta o slogan “nós, europeus” aplicado a si próprio, deixando para os portugueses uma espécie de “vós, coitados”…
Certo.
Certo.
Não vi e não gostei.
Não perdeste nada.
Certo.
Certo.
Não vi a entrevista, mas o senhor não dá ponto sem nó. Ninguém lhe arranca nada que não queira dizer. E se há coisa que não quer é envolver-se nas lutas internas. O campeonato é outro! Tenho cá para mim que não voltará a Portugal.
É o que eu acho também, Alexandra. Ficou bem claro que não quer misturar-se…
Certo.
Atingiu o seu Nirvana… é o que é!
Bah
:))
E nunca mais vem por aqui… 🙂
Certo.
Certo.
Riscou o CD?
:))
Certo.
“Tenho cá para mim que não voltará a Portugal.”
Deus te oiça. Perdão, Deus te ouva.
Deus te “ova”, já que falamos de chernes…
Então, João… estás gago??
Põe-se a ouvir a Clara F. Alves e fica assim.
Ahahahahah
Não estou a sentir-me nada bem. Será a gripe? Será a Clara?
A gripe não é certamente, e a Clara não bate assim…
Certo.
Ai, que isto está a transformar-se numa pandemia…
Oh João eu penso que esse ‘Certo’ será uma espécie de aliteração, pois o post fala do Régio e ele era exímio no jogo das repetições.
Por isso, não se preocupe, quem sabe no seu próximo post, não lhe sai um poema?
Eu praticamente só vi a parte do TGV. Ele é a favor, mas quando o Mário Crespo lhe perguntou: “mas agora”?respondeu como sempre :lavo daí as minhas mãos, o governo de cá que se amanhe, mas sou a favor.
É por ser tão assertivo que todos o querem lá. Um grande orgulho para os portugueses, sem dúvida!
O resto foi igual, Carlos. Não lhe ouvi uma só opinião, sobre qualquer tema.
“Sabemos que não vai por aí”. AHHAHAAH. Brilhante final.
Mais exactamente, o que ficámos a saber é que não vem por aqui. Fez questão de distanciar-se bem deste cântico negro português, que já não lhe diz nada.
E o Mário Crespo não teve artes de lhe dizer: “O senhor é português, portanto vota para os órgãos legislativos de Portugal, pelo que tem de ter uma opinião, certamente, qual é?”. Se ele se esquivasse disto era espetar-lhe com um “Está então a dizer que Portugal não lhe interessa mais”.
Ele até poderia escapar-se, mas teria uns momentos de embaraço.
Felizmente não vi. Certo.
Posso desafinar?
Então, com licença.
Acho que ele esteve muito bem.
O José Manel é o presidente da Comissão Europeia, cargo que, em princípio, ocupará por mais um mandato. As responsabilidades inerentes ao lugar que ocupa nada têm que ver com a política nacional. A esse nível, apenas lhe cabe velar pelo cumprimento dos tratados e legislação europeus. Não é a ele que cabe levantar ondas, nem isso lhe interessa nesta altura do ‘campeonato’. Faz muito bem.
Claro que podes desafinar, Carlota! Mas eu não esperava dele que fizesse ondas, é claro, só que desse uma oipiniãozita aqui e ali sobre assuntos que dizem respeito ao seu país, e para isso não precisava de se comprometer. Dizes bem: não lhe interessa nada, nesta altura do campeonato, meter-se em trabalhos. E eu diria mais: não lhe interessa nada Portugal, tout court.