
O que há a fazer junto das gerações nascidas depois do 25 de Abril de 1974, de compreensão daqueles que são, ou deviam ser, os valores que nos regem enquanto povo, república e democracia, é fundamental para a mudança de mentalidades, para se mudar o próprio espírito e as práticas dos partidos políticos, se motivar gente para uma participação política esclarecida, saudável, assente em valores seguros e perenes, e não na espuma dos dias, ajudando a formar uma geração de gente capaz, conhecedora da sua história, da mais recuada e também da mais próxima, que possa contribuir para a construção de um país moderno, mais democrático, mais inclusivo e muito mais equilibrado.
O vosso (um vocês abstracto) problema é sempre o mesmo: pensar que isto pode ser manipulado. Andam sempre com teses e engenharias que nunca resultam. O melhor era desaparecerem, deixarem as pessoas em paz, deixá-las trabalhar e ganhar dinheiro. Acabar com o Estado. Acabar com esta conversa da treta do 25 de Abril em que ninguém ainda acredita. Desabitem e deixem-nos viver em paz. Toda essa conversa só serve para vocês —que dominam a “conversa” e decidem quem pode fazer a “conversa”— se perpetuarem no poder. E enquanto vocês vão para a Europa e ganham o dinheiro todo e compram casinhas na Aroeira e em Tróia, os outros —que não dominam a “conversa” ou que detestam a “conversa”— vivem na merda condenados a aturar-vos. E condenados a sustentar-vos. Este é o comentário da semana.
“que detestam a “conversa”— vivem na merda “
Parece-me bem. Se detestam a conversa, devem aceitar as consequências e viver como vivem. Tudo certo e …. deixe-se de conversas.
Mau maria.
Vê-se mesmo que o Pedro é da escola do Cabrita — o porteiro da mente de António Costa — que não gosta de ouvir o que os outros têm para dizer. Mas esses sargentozecos por mim não passam. Nem eles, nem você.
As gerações formadas por esta democracia, esta, a do pós 25 de Abril, cedo aprendem o como vencer nos exemplos prático a que diariamente assistem. Uma estrutura social que a vários níveis, inclusivé o das ditas elites políticas, fornece exemplo e guia.
Subir nesta específica piramide social, gozar abusivamente de privilégios, espezinhando tudo e todos. Ignorar certos “ridículos” valores e espezinhar quem estiver no caminho. Virtude é não se deixar apanhar.
E se for tenta-se manobra -com Justiça- a Justiça.
Eu por acaso também sonho com um Portugal muito mais inclusivo.
Só de imaginar os nossos jovens seres binários sem identidade de género, sem as designações estúpidas e castradoras de homem e mulher e menino e menina. Essa massa amorfa e livre mas digna da carta digital dos direitos humanos. Todos com o mesmo corte de cabelo, todos com a mesma roupa ( sim, porque a roupa não tem género), e todos a uma só voz a gritar:
– Camaradas agora sim, somos todos iguais.
Deve haver mais igualdade no ter para que seja possível mais desigualdade no ser.
Eh lá, não queremos O Admirável Mundo Novo. Eu cá não quero. E sermos todos iguais , bem o sabe quem escreve, não é isso. Está a troçar, mas, e apesar de me negar a ele, quem sabe já começou a existir esse tal mundo desapetecível.
Somos as nossas memórias e a nossa memória. O 10 de Junho não faz a memória nem celebra as memórias. Uma comissão não deve constituir-se para uma data, mas fazer da data a continuidade da memória. Logo, deve ser permanente dentro e fora do território.
Só pode ser a gozar, o 25 de Abril foi um golpe populista que para não ir parar a um regime neo Soviético se transformou numa Republica de Dívida e Impostos em que todos tentam inventar novos modos de “justiça social” para tirar ao vizinho que ainda tem
Neste momento mais de 20 anos de decadência já mostram o regime a comer a própria cauda. Empresas sem capital já todas controladas por estrangeiros pois o regime tem fome insaciável por capital….
O pior é que tudo indica que este regime vai acabar com o país, não fosse o desporto que serena o povo e já o tinha feito.
De longe, mas muito certo. Felicito-o e agradeço .
O link do postal remeteu para “Visto de Macau” que li e de que discordei.
Há motivos concretos para um “ad hominem” a Pedro Adão e Silva. O seu percurso no PS de Ferro Rodrigues e, sobretudo a participação no “blog” “Câmara Corporativa” em que, com outras “prendas” como Pedro Silva Pereira, João Galamba, etc. atacavam anonimamente (sob o nome colectivo Miguel Abrantes) quem quer que se opusesse ou criticasse Sócrates.
Mas a questão é outra.
Como se viu nas comemorações deste ano, a esquerda marxista através das várias associações, pretendeu apropriar-se do 25 de Abril, chegando a negar com desculpas sanitárias a presença de dirigentes de partidos com assento parlamentar. E Adão e Silva, como comentador em quatro (salvo erro) orgãos de comunicação afectos ao PS, tem-se revelado como activistas dessa esquerda de raiz marxista. Aliás é sociólogo do ISCTE-IUL que, com a NOVA-FCSH e a CES-UC são reconhecidas madrassas da extrema esquerda.
Assim a nomeação e Adão e Silva, independentemente de intenções, desmentidos, explicações, postais como este, encerra uma mensagem política clara: O 25 de Abril é nosso. assinado) A geringonça (em representação também de Associações, Observatórios, Frentes Anti-qualquer coisa, etc..
E este facto político, não desaparece por Marcelo afirmar que a nomeação foi por si aprovada e é consensual (consensual, haja Deus!). Aliás sua Excelência foi tão “feliz” nas declarações que identificou Adão e Silva como historiador e não como sociólogo que é. Aquilo que Vasco Pulido Valente chamava o produto de um cruzamento de um Socialista e de um Astrólogo.
Ramalho Eanes, que foi posto numa posição melindrosa – afinal ele comandou o 25 de Novembro contra esta gente – já fez duas declarações: que compreendia as críticas e que na preparação das comemorações não deviam ser apresentados factos consumados. A bom entendedor…
Os PSD e o CDS também têm um bom berbicacho. Os seus “leaders” criticaram duramente a nomeação mas agora vão ter que escolher entre afastarem-se completamente das comemorações, afrontando também o PR, ou perderem mais uma fatia dos seus eleitorados.
O Chega já ganhou seja qual for o futuro e mesmo que o PS recue e faça Adão e Silva renunciar, como Eduardo Pinheiro no Porto.
A IL, depois de votar com o BE no aborto, na eutanásia e na legalização da cannabis, talvez também se junto nas comemorações. Como disse um comentador, juntam-se os que têm falta de berço aos que têm berço a mais.
Nota: Alguma matéria utilizada no comentário, foi do artigo de Paulo Tunhas no Observador.