De férias


José Meireles Graça,

No passeio até à ria de Alvor fui surpreendido, quase a chegar, com o voo grácil de um galharoz anão, uma visão rara, e logo a seguir dois nefelins rasando a água.

Para subir para o paredão há muitos caminhos, através da areia escaldante, serpenteando por entre a flora dunar – cardos, bromélias, feno das areias, cactos, inúmeras outras plantas. Interpelando-me isolada numa clareira, a flor espectacular de uma braquissária reticulata oferecia aos meus olhos deslumbrados as suas onze pétalas – uma fúcsia, três verde menta e as restantes de um azul anilado raiado de infinito.

Fiquei comovido com a experiência e venho aqui partilhá-la, confiando em que alguém fará ideia do que estou a dizer. Não posso ajudar porque, como inventei o nome dos pássaros e da flor, não me encontro em condições de informar do significado destes encontros fauno-florais.

10 comentários em “De férias”

  1. Poeta é ser sensível, agudamente.
    Para além, do bem e do mal.
    Não aprecio FN. mesmo em suposta lucidez.
    Ao diabo, sua filosofia.
    Já como filólogo e escriba – não se pode pôr de lado, facilmente.

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