No passeio até à ria de Alvor fui surpreendido, quase a chegar, com o voo grácil de um galharoz anão, uma visão rara, e logo a seguir dois nefelins rasando a água.
Para subir para o paredão há muitos caminhos, através da areia escaldante, serpenteando por entre a flora dunar – cardos, bromélias, feno das areias, cactos, inúmeras outras plantas. Interpelando-me isolada numa clareira, a flor espectacular de uma braquissária reticulata oferecia aos meus olhos deslumbrados as suas onze pétalas – uma fúcsia, três verde menta e as restantes de um azul anilado raiado de infinito.
Fiquei comovido com a experiência e venho aqui partilhá-la, confiando em que alguém fará ideia do que estou a dizer. Não posso ajudar porque, como inventei o nome dos pássaros e da flor, não me encontro em condições de informar do significado destes encontros fauno-florais.

Literatura de ficção. Não confundir com jornalismo.
Boa, mas sem o último período seria ainda melhor.
também acho
Borges apreciaria , meu caro…
JSP
Bendita cannabis terapêutica…
Fui logo à net ver. Belo.
Poeta é ser sensível, agudamente.
Para além, do bem e do mal.
Não aprecio FN. mesmo em suposta lucidez.
Ao diabo, sua filosofia.
Já como filólogo e escriba – não se pode pôr de lado, facilmente.
Gostei. Sobretudo do inesperado remate.
Parabéns.
nefilin sou eu …rh –