Fallen Angel, de Jean-Michel Basquiat; mais um tipo que vandalizava a propriedade alheia e dava aos transeuntes uma imagem degradada de Nova Iorque. Ainda bem que não era do Porto, onde seria detido, regenerado e hoje viveria feliz num balcão do Millenium BCP.


Wot no Bansky?
Há uns tipos de pêlo no peito que dizem que o Bansky não é bem um grafiteiro. Eu não sei, que sou de Lisboa — cidade limpa de más influências.
De facto um grande artista. Os meus filhos eram também capazes de fazer bonecos assim. A diferença é que eu não os deixo sujar as paredes dos outros.
Cumprimentos.
Ah, se eu tivesse filhos assim punha-os a render.
Nesta não o posso secundar LML. E tenho cá para mim que vossemecês falam de coisas substancialmente diferentes. Meu caro Luís Jorge, se o exemplo deixado no post do Luís Menezes leitão (nomes e rabiscos) se equipara aos exemplos que você aqui tem deixado eu vou ali e já venho.
Escrevinhar numa parede uma sigla qualquer ou o nome de um gang ou um “Amo-te Ana” não é arte, é vandalismo. Isso não impede que os meios de que se valem os ” grafiteiros ” não possam ser usados com fins verdadeiramente artísticos.
E atente-se que os exemplos por si apresentados são casos em que os proprietários autorizaram esse acto criativo nas suas paredes. E para mim, isso faz toda a diferença.
Hugo, não sei se não estará a interpretar demasiado a opinião do Menezes Leitão. Afinal ele acha que os seus filhos também fazem “bonecos” como o Basquiat.
Mas para responder às suas objecções: julgo que aí está uma boa saída para a arte urbana em Portugal — regulamentá-la para que tenha espaços apropriados. Coisa que no Porto, lamento informar, não é o que está em consideração.
A nossa direita lá no Norte não gosta muito de fazer distinções.
Mas ainda bem que Lisboa neste campo é um excelente exemplo de bofetada de luva branca.
Mas repare que estamos a concordar Luís Jorge. E de facto não secundo esta abominação do LML a todo e qualquer grafiti . Mas esta disputa nasceu de um post do LML ilustrado pelo mais puro vandalismo. E esse tipo de grafitis , que são os mais comuns, não admiro. Esse tipo de pseudo-arte deve ser activamente combatido.
Mas não deixo de lhe dar alguma razão, quando me diz que uma boa forma de ajudar a fazê-lo é criar espaços próprios para esta moderna forma de expressão artística.
Contudo, não se iluda, promover o ” grafiti artístico ” chame-mos-lhe assim) não vai, só por si, acabar com o vandalismo grafiteiro que mancha as paredes de Lisboa.
Ok, mas uma coisa é´estabelecer limites, outra bem diferente é proibir todo o tipo de graffitis. E sim, estamos mais ou menos a concordar.
Desculpe lá, Hugo, mas escrever “Amo-te Ana” nas paredes não é arte nem vandalismo, é bom gosto!
Dou-lhe a mão à palmatória, Ana! Considere-me um réprobo emendado.
É bom termos comentadores que alinham nas nossas brincadeiras. Obrigada, Hugo. 🙂
Homessa agora! Não tem nada que agradecer, Ana. Obrigado eu, por terem criado na blogosfera um espaço como este!
Ahahahahahhah
Isso mesmo, Ana.
Arte ou vandalismo, há que respeitar a propriedade alheia…
Acha que as nossas fachadas destruidas de prédios devolutos são propriedade alheia que valha a pena respeitar? Eu não acho.
Devolutas porque os proprietários não estão para gastar dinheiro a recuperá-los. Devolutas porque os herdeiros não se entendem. Devolutas porque todos querem ganhar milhões vendendo o prédio à Hermès ou ao Corte Inglês. Devolutas porque as autarquias não têm dinheiro nem meios para recuperá-los e punir os proprietários que os deixam apodrecer fechados, ao contrário do que aconteceria em qualquer sítio civilizado.
Como se prédios fechados, podres e cheios de ratos e lixo nos centros das cidades fossem monumentos.
E depois ainda estão preocupados com os graffitis …
Nem mais.
O que não quer dizer que não haja problemas com a lei do arrendamento.
Se os vândalos se limitassem aos prédios degradados, do mal o menos: talvez os mudassem para melhor. Mas faz pena ver símbolos de gangues em prédios acabados de fazer, incluindo alguns com grande valor arquitectónico.