De facto é indecente, caro Menezes Leitão.


vidabreve,

 

Fallen Angel, de Jean-Michel Basquiat; mais um tipo que vandalizava a propriedade alheia e dava aos transeuntes uma imagem degradada de Nova Iorque. Ainda bem que não era do Porto, onde seria detido, regenerado e hoje viveria feliz num balcão do Millenium BCP.

19 comentários em “De facto é indecente, caro Menezes Leitão.”

    1. Nesta não o posso secundar LML. E tenho cá para mim que vossemecês falam de coisas substancialmente diferentes. Meu caro Luís Jorge, se o exemplo deixado no post do Luís Menezes leitão (nomes e rabiscos) se equipara aos exemplos que você aqui tem deixado eu vou ali e já venho.

      Escrevinhar numa parede uma sigla qualquer ou o nome de um gang ou um “Amo-te Ana” não é arte, é vandalismo. Isso não impede que os meios de que se valem os ” grafiteiros ” não possam ser usados com fins verdadeiramente artísticos.

      E atente-se que os exemplos por si apresentados são casos em que os proprietários autorizaram esse acto criativo nas suas paredes. E para mim, isso faz toda a diferença.

      1. Hugo, não sei se não estará a interpretar demasiado a opinião do Menezes Leitão. Afinal ele acha que os seus filhos também fazem “bonecos” como o Basquiat.

        Mas para responder às suas objecções: julgo que aí está uma boa saída para a arte urbana em Portugal — regulamentá-la para que tenha espaços apropriados. Coisa que no Porto, lamento informar, não é o que está em consideração.

        A nossa direita lá no Norte não gosta muito de fazer distinções.

        Mas ainda bem que Lisboa neste campo é um excelente exemplo de bofetada de luva branca.

        1. Mas repare que estamos a concordar Luís Jorge. E de facto não secundo esta abominação do LML a todo e qualquer grafiti . Mas esta disputa nasceu de um post do LML ilustrado pelo mais puro vandalismo. E esse tipo de grafitis , que são os mais comuns, não admiro. Esse tipo de pseudo-arte deve ser activamente combatido.

          Mas não deixo de lhe dar alguma razão, quando me diz que uma boa forma de ajudar a fazê-lo é criar espaços próprios para esta moderna forma de expressão artística.

          Contudo, não se iluda, promover o ” grafiti artístico ” chame-mos-lhe assim) não vai, só por si, acabar com o vandalismo grafiteiro que mancha as paredes de Lisboa.

          1. Ok, mas uma coisa é´estabelecer limites, outra bem diferente é proibir todo o tipo de graffitis. E sim, estamos mais ou menos a concordar.

      1. Devolutas porque os proprietários não estão para gastar dinheiro a recuperá-los. Devolutas porque os herdeiros não se entendem. Devolutas porque todos querem ganhar milhões vendendo o prédio à Hermès ou ao Corte Inglês. Devolutas porque as autarquias não têm dinheiro nem meios para recuperá-los e punir os proprietários que os deixam apodrecer fechados, ao contrário do que aconteceria em qualquer sítio civilizado.
        Como se prédios fechados, podres e cheios de ratos e lixo nos centros das cidades fossem monumentos.
        E depois ainda estão preocupados com os graffitis …

      2. Se os vândalos se limitassem aos prédios degradados, do mal o menos: talvez os mudassem para melhor. Mas faz pena ver símbolos de gangues em prédios acabados de fazer, incluindo alguns com grande valor arquitectónico.

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