De blogue a livro


Pedro Correia,

 

Apesar do calor insuportável no interior da Livraria Bertrand, que devia ter as suas instalações climatizadas, lá dei um pulo ao Chiado, ao fim da tarde, para o lançamento do livro do João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos – uma colectânea de textos publicados no blogue homónimo, um dos vários cuja leitura diária não dispenso. O João estava bem acompanhado: desde logo pelo casal Eanes, com quem mantém uma relação de amizade de longa data. E por uma infinidade de vultos da blogosfera, com destaque para José Medeiros Ferreira, que assinou o prefácio da obra, e José Pacheco Pereira, que a apresentou. Vi por lá o Francisco José Viegas, o João Távora, o Duarte Calvão, o Eduardo Pitta, o João Villalobos, a Maria Isabel Goulão, a Carla Quevedo, o Nuno Ramos de Almeida, a Joana Carvalho Dias e o Carlos Enes, só para assinalar alguns dos que conheço pessoalmente.

Trouxe um exemplar que começarei a ler em breve – e mais tarde darei aqui nota do que achei destes textos, aliás em grande parte já lidos no blogue do João. Sou um apreciador do género: li as recolhas do João Caetano Dias e do Francisco José Viegas, sobre as quais já escrevi e que vivamente recomendo. Passar incólume de blogue a livro é um verdadeiro teste para quem anda nestas lides. Tenho a certeza de que o João Gonçalves passa no teste com distinção.

10 comentários em “De blogue a livro”

  1. Estive lá em Espírito e sequioso de apertar os ossos ao Pedro e ao João e aos demais companheiros de bloga. Penso de si, Pedro, e do João o que Moisés pensava dos profetas Eldade e Medade. Parafraseando, quem dera que toda a gente ousasse um Juízo Crítico Contínuo sobre a Vida Pública Portuguesa, bisturi do dizer que inquieta, aperfeiçoa e transforma.

    Um Abraço

    1. Foi o que perdeu, Joshua.
      A avaliar por este post, esteve lá o clube da mútua masturbação blogueira em todo o seu esplendor.
      É de esperar, agora, que os nomeados não deixem, por sua vez, de referir nos respectivos blogues a presença do autor do post…
      Amor com amor se paga, não? O pior é o rídículo, que felizmente não mata.

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