Vale a pena ler, no Domadora de Camaleões, dois textos escritos a partir do ponto de vista de uma portuguesa na Alemanha: este e este. Um excerto (mas vale a pena ler o resto): Surpreendo-me por isso a quantidade de especialistas encartados em matéria “merkeliana” que vejo nos jornais europeus e nos portugueses, em particular. Assombro-me com os editorais exaltados, que se presumem de uma objectividade que não têm e que se limitam a sobrevoar os assuntos à luz dos preconceitos de quem os escreve. Prolifera nalguma opinião publicada um preocupante anti-germanismo alimentado de ressentimentos, tocando nalguns casos a infâmia.
De Berlim, com assombro
escafandro,

Pois. E criticar Israel também anti-semitismo. Por amor de deus, jaa.
Mas tens dúvidas que há hoje um ressentimento forte dos povos do Sul, exposta mais uma vez a sua incompetência, perante a manutenção da riqueza dos alemães? No fundo, é uma versão à escala de países inteiros da vontade de gritar «os ricos que paguem a crise».
E por amor de que deus?
De Thor e das Valquírias, evidentemente.
“Touché”, jaa!
Obrigado pelos textos.
O cidadão comum alemão acordou e não quer voltar a pesadelar.Está no seu pleno direito.
Não que eu preze a raça teutónica, mas consigo pôr-me na pele deles, o que a maioria dos povos do sul não consegue interiorizar.
De nada, Picapau Amarelo. (A Emília e o resto do pessoal andam bem?)
Em relação à expressão que destacou, não será compreensível, esse anti-germanismo alimentado de ressentimentos”?
A maioria das pessoas, o que aprendeu na escolha sobre o Sec . XX alemão começa e acaba nas duas Guerras Mundiais, onde o enredo é muito claro, “o vilão” é as Alemanha.
Centenas de filmes foram produzidos (e ainda são, suponho), em que o corajoso aliado enfrenta essas reincarnações do mal que são os alemães.
Portanto, à custa da primeira metade do Séc. XX, a Alemanha, e os alemães, ainda continuarão a sofrer o estigma de terem causado, não uma, mas duas guerras mundiais, sendo que, numa mente mais simplista, esse comportamento reincidente só demonstra que eles são mesmo vilões.
Eu estou a falar de pessoas em termos gerais, porque sou preguiçoso, provavelmente poderia encontrar meia dúzia de declarações de figuras públicas reputadas com afirmações do género “Podemos não saber gerir o dinheiro, mas ao menos não matamos 10 milhões de judeus”.
Ignorou-se esse “pormenor” (a percepção que as pessoas têm da Alemanha) durante décadas. Somos todos europeus e tal. Agora que a Alemanha se exibe em todo o esplendor, aí vêm os Nazis. (Ah, e à semelhança do que aconteceu anteriormente, os franceses estão a ser lorpas e quando derem por isso já têm a Alemanha a ocupar metade do território).
Talvez. Mas nesse caso a sua última frase antes do parêntesis diz tudo quanto às nossas fortíssimas convicções: enquanto havia dinheiro para estoirar, ninguém pensava mal dos alemães. Como diria Basil Fawlty: «Don’t mention the war.» Dentro de pouco tempo estaremos não só a mencioná-la como a dizer que eles são todos cópias do Hitler.
Já quanto à frase dentro do parêntesis, espero que “a ocupar metade do território” seja uma figura de estilo. Embora não saibamos bem que tensões se estão a criar e que consequência poderão vir a ter.
O povo alemão cansou-se de se deixar ficar de braços cruzados a ver esta ‘maltosa do sul’ (Portugal, Grécia…), que não faz a ponta dum corno, o que quer é a praia e a esplanada a mamar cerveja, a viver à grande e à francesa à custa do suor ‘deles’ (povo alemão).
Pior: cansou-se, sobretudo, de estender a esmola a quem não a merece e, ainda por cima, ter de ver o ‘pedinte’ ingrato morder-lhe a mão e insultá-lo.
Além do mais, o governo alemão tem mais de 12 milhões de pobres, no seu próprio país.