“Temos a mesma posição global em toda a discussão do Orçamento: rejeição total de todas as normas, porque a aprovação do orçamento é da inteira responsabilidade deste Governo e dos seus parceiros” – Leitão Amaro, deputado do PSD
E como rejeitavam abstiveram-se. Em resultado disso, as alterações foram aprovadas. Se estivesse de acordo o PSD teria votado contra, é evidente. Assim, parece-me lógico e perfeitamente coerente que se abstenham. Com o que deixaram passar as ajudas à Grécia e à Turquia, contra as quais já se tinham manifestado e desafiado a esquerda a aprovar. Se continuarem assim, o Governo não tem com que se preocupar e irá durar quatro mais quatro anos. Depois logo se verá como estaremos.
Enfim, tristezas.
Como diz o povo, entradas de leão para saídas de sendeiro. Compreende-se, pois, que com uma oposição alimentada pela irracionalidade de meia dúzia de zelosos pancrácios, Cristas queira agora descolar do PSD e crescer à custa do seu antigo parceiro de coligação. E que António Costa continue a rir-se enquanto leva a água ao seu moinho.

Pirro também ganhou aparentemente a batalha
o importante é abanar a geringonça
como manobra de marketing atingiu os objectivos
o resto é «conversa para bói dormir»
António Costa é o mais hábil político português da atualidade. De longe.
O chamado elogio ao chico-espertismo. Não admira que Portugal esteja como está, é que não há nenhum proto chico-esperto que não se sinta empolgado quando vê um camarada seu a vingar na vida, seja ou não passando por cima dos outros, iludindo, enganado, sobrevivendo de qualquer forma e feitio. Alias, se bem me lembro, foi neste tom de elogios que cavalgou Costa naquela famosa e bonita cena com o Seguro.
Os portugueses queixam-se muito, mas já na altura preferiram apelidar o Seguro de inseguro, choramingas e levar em ombros o “hábil” Costa, noutro país com valores a facada seria facilmente entendida como um falta de carácter enorme e um sério aviso ao que aí poderia vir, aqui não, é até uma característica de salutar, veja-se.
Felizmente quando muitos portugueses julgam que a culpa disto e daquilo, é da EU ou do mundo, lá aparecem uns a mostrar a verdadeira raiz de todos os nossos problemas, como já antes tinha apontado Antero de Quental. Obrigado.
1. Para mim, este marcar passo “um, dois, esquerda, direita”, há muito que passou à história.
2. Com Marcelo, o poder caiu na rua, literalmente.
Para o aproximar do povo, ou para aproximar o povo dele, já não sei bem.
Seria perfeito, se o Professor desse o passo seguinte:
– o PODER não; o SERVIÇO, Professor!
3. Alguém quer cortar vagas nas escolas de medicina, por já haver médicos a mais.
Cá por Trás-os-Montes, quem diria!
Mas mesmo por cá há professores a mais, advogados a mais, engenheiros a mais… e ninguém fala em cortar nas respetivas vagas.
Por que será?!…
4. No Brasil também cansaram de marcar passo.
O povo já não encontra alternativas dentro daquilo a que se tem chamado democracia.
Se o que tem tido é democracia, então quer outra coisa.
À atenção dos senhores feudais dos tempos modernos.
A posição anunciada do PSD foi rejeitar (na generalidade e na especialidade) o orçamento, e abster-se em todas as propostas de alteração.
O PS, para evitar o chumbo do artigo, em vez de o levar a votos, em vez de tentar granjear o apoio dos seus parceiros, propôs uma alteração ao título do artigo, contando com a abstenção do PSD.
Ninguém ficou bem nesta fotografia.
Em 4 anos estaremos como devemos estar: como o governo em funções nos deixar. O Costa, a Catarina, o Jerónimo e a Heloísa que se governem.
Também me parece que ninguém ficou bem na fotografia. Uns de boca aberta, outros de olhos fechados, a fazerem caretas e corninhos, e ainda outros tão desfocados que ninguém sabe quem são.
Tudo corre sobre rodas, o PSD não mata mas amolenta, o PS faz o melhor que sabe fazer que é fugir em frente, o BE continua delirante e nem percebe que cada proposta que faz tira peso ás anteriores por mais delirantes que sejam, o PC é o PC, velho, matreiro, parece abanar mas não deve cair.
O CDS é um conjunto de amigos e amigas que já nem nas questões “fracturantes” tem peso.
No fim acabará por vir a factura (mais uma) (ou pior) para os mesmos de sempre.
” A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia.”
Meu Deus! Meu Deus! Que gente é esta que se opõe ao governo tão bom, belo e gay-friendly, amigo nos animais, e tão composto de pessoas lindas cosmopolitas + o João Soares para dar um ‘flair de ‘shabby chic’ tipo “caterpillar truck”?
Defendo uma moção de censura à oposição, e é já!!!
Esta oposição não serve, opõe-se ao governo!!!!
Queremos uma oposição que seja a favor deste governo ‘tã lindo!!!
O povo tem de exigir uma oposição que deixe trabalhar o governo com maioria do parlamento!!!
O PSD, que não fica só nesta matéria, necessita que continuem a pensar por eles. Foi o que Costa fez, à semelhança do que fez o governo de Bruxelas na governação dos partidos que dizem ter governado Portugal nos últimos 4 anos.
Porém, há quem viva bastante ressabiado sem saber suas origens, isto é, a paternidade, e destile sua própria aridez sempre que a ocasião surge. Questões existências! Compreende-se, o pretexto surge por Tudo. Representando o nada Tudo.
Nicolau Brayner.
Outros houve ainda mais mediáticos.
Raúl Solnado, por exemplo.
Mas não me lembro de alguma vez ter visto o que está a acontecer.
Tanta gente que chora, literal e sinceramente!
Mais que o artista, chora o Homem.
O João Semana.
O arquétipo do português profundo e genuíno.
O Papa Francisco laico.
Mais que quase sempre, somos uma nação, um país, um povo.
E não choramos de tristeza.
Cantamos mais este fado, de olhos cerrados e coração sentido.
Pessoalmente e porque não creio na outra vida, conforta-me uma certeza:
– Lembrar-me-ei de que, um dia, escrevi isto.
Este teu post, Sérgio, bem como o post de hoje do Luís Menezes Leitão, acerta no tom. Parece-me que o PSD se deixou tourear, para felicidade de uns e desespero de outros. Seja qual for o ânimo de cada observador, estaremos quase todos de acordo que com este tipo de oposição PPC não irá longe.
Que ele não vá longe será problema dele, Diogo. Pior será para o PSD, para o país e para o (des)crédito dos partidos em geral. Não é bom para ninguém que haja governos sem oposição.
O Sérgio diz que todos ficaram mal na fotografia, mas acha que uns ficaram mais mal que outros. Dá bem para entender que o seu post é um passar a mão pelo lombo do governo, não de aprovação, mas de compreensão, e uma chamada de atenção ao PSD pela atitude que tomaram, a seu ver reprovável.
Penso que não demorará muito tempo (nunca anos) para vermos a geringonça partir-se.
Nessa altura, espero que não venha exigir ao PSD que aprove os orçamentos do PS…
Mas é exactamente isso que virão pedir. E quando cairmos na bancarrota, será falta de oposição. Porque segurou o governo, ou porque o fez cair.
O governo não tem maioria? Pois que se governe, os anos que entender. Quando acabar, logo se fará o balanço.
O que me parece mais preocupante nesta triste história é o facto de o 1º ministro que passa a vida a rir-se não sabemos bem de quê, não conseguir assegurar na maioria que o apoia na distribuição dos escassos dinheiros publicos, o necessário apoio para assegurar as responsabilidades internacionais do país.
Quer dizer: o governo dispõe de uma maioria para distribuir abundandemente por tudo quanto é cão e gato o dinheiro que o país não tem. Para o resto e perante a irresponsabilidade de Esquerda, exige-se a “responsablidade” da Direita.
O resto é a conversa fiada do costume.
Bem caracterizado o comportamento patético do PSD.
Não são oposição, são muleta.
Cumplices portanto.
Já estaremos num Governo de Unidade Nacional?