Pronto, estou confuso. Ela até pode ter razão mas antes não apoiava o governo que tomava medidas dessas e criticava os partidos que as criticavam? Bolas, a lista de incongruências neste país é maior que a dívida externa…
Eu criticava os gastos muito mais do que os cortes. E a incongruência de cortar nuns lados continuando a gastar noutros (TGV, aeroporto, auto-estradas, etc.).
Razão? Desde quando tirar frases do contexto, eliminar o hiato temporal e omitir o fundamento de determinadas políticas tem fundamento científico? Ah, já sei… Desde que os jornalistas se tornaram “analistas”.
Não. O que eu quero dizer é que este método de expôr contradições nas tiradas dos políticos ignora, fundamentalmente, todo o seu contexto – como se o objectivo da política (a sã) tivesse deixado de ser a boa gestão e passado a ser a congruência.
Mas estas tiradas não fazem parte do contexto? Não “contextualizam” aqueles que as dizem? Isso é que é interessante.
Certo, mas não identifica as difierenças no contexto. À altura das afirmações do PSD/CDS o Governo falava de crescimento, maravilhas e escondia problemas gravíssimos – e fazia PEC’s, enquanto que o Governo de agora está não apenas manietado pelo compromisso internacional como resignado a medidas de austeridade que obviamente têm mais impacto sobre os mais desprotegidos. Não há volta a dar. Mas vejamos, o problema aqui é (não fujamos demasiado à questão inicial) o método da D. Câncio: o que é que este jogo adianta?
Da-nos um bom retrato da retórica politica. Quando aquela gente falava em “medidas de crescimento” e em salvaguardar os apoios sociais já sabia ao que vinha. Não houve um antes e um agora nas opções ideológicas da maioria. Só cinismo.
jaa, este governo é estatista, sendo que o estatismo é a religião oficial do estado português, que se adora a ele mesmo. Livrámo-nos de um bando que chegava ao puro gangsterismo, o que, não deixando de constituir uma melhoria, está longe de ser suficiente. Basta o maçon Relvas para a gente perceber que o status quo se mantém no essencial. Apenas sobre pressão estrangeira e com uma lei eleitoral que dê alguma espécie de controlo aos eleitores sobre os deputados as coisas poderão mudar um pouco. Por enquanto, vamos continuar a aturar atrevidotes: o secretario viegas, a ministras Cristas, as proibições de fumar no carro…
A incongruencia está na post da Dona Cancio. Todas as medidas que este governo tem tomado, são para resolver os problemas que as medidas dos governos do amiguinho dela criaram a este país. É espantoso como é que ela escreve e diz tantos disparates e ainda lhe pagam por cima.
Pronto, estou confuso. Ela até pode ter razão mas antes não apoiava o governo que tomava medidas dessas e criticava os partidos que as criticavam? Bolas, a lista de incongruências neste país é maior que a dívida externa…
Bem, suponho que tu actualmente tambem apoias o Governo que toma medidas dessas que antes criticavas. De facto é confuso.
Eu criticava os gastos muito mais do que os cortes. E a incongruência de cortar nuns lados continuando a gastar noutros (TGV, aeroporto, auto-estradas, etc.).
Pois, mas as incongruências de que se fala neste texto são outras. Não menos interessantes.
Razão? Desde quando tirar frases do contexto, eliminar o hiato temporal e omitir o fundamento de determinadas políticas tem fundamento científico? Ah, já sei… Desde que os jornalistas se tornaram “analistas”.
O que você quer dizer é que estava bem dito na altura mas não se aplica agora? Percebo-o.
Não. O que eu quero dizer é que este método de expôr contradições nas tiradas dos políticos ignora, fundamentalmente, todo o seu contexto – como se o objectivo da política (a sã) tivesse deixado de ser a boa gestão e passado a ser a congruência.
Mas estas tiradas não fazem parte do contexto? Não “contextualizam” aqueles que as dizem? Isso é que é interessante.
Certo, mas não identifica as difierenças no contexto. À altura das afirmações do PSD/CDS o Governo falava de crescimento, maravilhas e escondia problemas gravíssimos – e fazia PEC’s, enquanto que o Governo de agora está não apenas manietado pelo compromisso internacional como resignado a medidas de austeridade que obviamente têm mais impacto sobre os mais desprotegidos. Não há volta a dar. Mas vejamos, o problema aqui é (não fujamos demasiado à questão inicial) o método da D. Câncio: o que é que este jogo adianta?
Da-nos um bom retrato da retórica politica. Quando aquela gente falava em “medidas de crescimento” e em salvaguardar os apoios sociais já sabia ao que vinha. Não houve um antes e um agora nas opções ideológicas da maioria. Só cinismo.
jaa, este governo é estatista, sendo que o estatismo é a religião oficial do estado português, que se adora a ele mesmo.
Livrámo-nos de um bando que chegava ao puro gangsterismo, o que, não deixando de constituir uma melhoria, está longe de ser suficiente. Basta o maçon Relvas para a gente perceber que o status quo se mantém no essencial. Apenas sobre pressão estrangeira e com uma lei eleitoral que dê alguma espécie de controlo aos eleitores sobre os deputados as coisas poderão mudar um pouco. Por enquanto, vamos continuar a aturar atrevidotes: o secretario viegas, a ministras Cristas, as proibições de fumar no carro…
A incongruencia está na post da Dona Cancio. Todas as medidas que este governo tem tomado, são para resolver os problemas que as medidas dos governos do amiguinho dela criaram a este país. É espantoso como é que ela escreve e diz tantos disparates e ainda lhe pagam por cima.
Por acaso não nota incongruências nos textos do PSD e CDS que ela cita? Aí népias, não é?
Por este pequeno teste pode-se concluir que no fundo, bem lá no fundo, somos todos uns incongruentes.
Cumprimentos
Pas moi.