Não posso respeitar os grevistas cujo poder negocial depende essencialmente dos transtornos que provocam na vida dos outros e que não hesitam em jogar por sistema com esse factor de pressão. Isso já não é o exercício de um direito, é falta de civismo e de solidariedade para com os outros trabalhadores. Dia 19 há mais uma greve a somar a um rol impressionante.
Das copiosas greves dos transportes
Teresa Ribeiro,


Porque é que diz que não hesitam?
Não são pessoas como você? Não ficam sem salários nos dias de greves? Acha que fazem greves por desporto?
E em vez de os culpar a eles, porque não culpa quem os coloca nessa situação?
Meu caro, se hesitassem talvez não abusassem. É claro que culpo quem ao longo de décadas respondeu pela gestão ruinosa destas transpostadoras mas isso é outra conversa. Aqui, o que questiono é a mais absoluta ausência de civismo por parte de profissionais que fazem, quer queiram, quer não, serviço público. Há mais formas de luta além da greve.
Estou totalmente de acordo consigo.
Ainda mais, vindo duma classe de trabalhadores já de si altamente favorecida:-
Vencimentos acima da média, com (pasme-se): reforma igual ao último vencimento e 100% quando de baixa médica ,e, para que não fique por aqui: Subsidiados por abrir e fechar portas / mais outro progressivo, consoante a assiduidade ao trabalho.
Fora a instrumentalização politica, eis a razão(s) das greves sucessivas.
Ainda por cima trata-se de greves essencialmente políticas, isto é, não por motivos estritamente ligados aos trabalhadores que fazem greve.
Seria desejável que se pudesse privatizar o Metro, eles parariam logo de fazer este tipo de greves. Infelizmente, creio que tal privatização é irrealizável (o Metro dá grande prejuízo).
Ainda por cima aproveitam-se do facto de poderem parar totalmente a empresa com uma greve seguida por apenas uma parte dos trabalhadores (porque o Metro não pode operar em segurança se não estiverem todos nos seus postos).
Subscrevo na íntegra ( e nem é necessário acrescentar mais nada…)
Realmente, só se deveria ser permitido fazer greves se o protesto só provocasse prejuízos ao grevista. É claro que sendo inútil não a fariam e assim, embora tivessem direito à greve não existiria greve.
Claro que não se vislumbra porque é que alguém fará greve num país onde os salários desceram 10% nos últimos anos ao mesmo tempo que o número de milionários aumenta.
Vamos fazer já uma petição para o direito à greve se restringir somente aos desempregados. Não haverá prejuízos para terceiros e o número de potenciais grevistas não para de aumentar.
Claro que só fazem greve aqueles que poderão atingir os seus objetivos com uma greve.
Basicamente o que está a dizer é o seguinte:
Como a precarização do trabalho e a inoperância dos tribunais de trabalho tornou quase impossível que a maioria dos trabalhadores façam greve, então em nome da igualdade, os outros deviam abster-se de a fazer.
Não, o que estou a dizer é que profissionais que fazem serviço público como estes funcionários têm o dever cívico de não ABUSAR do direito à greve sabendo que tal implica sacrifícios assinaláveis para os seus utentes.
Uma vergonha e um escândalo o que se passa com esta malta dos transportes públicos (uma espécie de tropas de choque da Inter , do pcp ). Sabe, por acaso, o respeitável público, que um maquinista de comboio deva para, limpos, mais massa que um médico a esgalhar um mês inteiro num hospital? É verdade.
Esta gente está-se marimbando para os incómodos que causa a quem quer trabalhar; e, claro está, para os interesses do país, evidentemente, na boa doutrina marxista – é o “quanto pior melhor”.
Contra estes tipos, só resta uma coisa: privatizar comboios, carris, barcos, essa tralha toda.
Por que porra estes gajos não querem fazer sacrifícios, como eu fasso, e como a maioria dos portugueses faz? Chiça penico!
No país da Alice é que dá para fazer greves que não incomodem ninguém, tal e qual, e a Teresa faz-me lembrar a “Alice do Outro Lado do Espelho”, valha-me Deus…
Como já foi dito até à exaustão, quem se prejudica realmente com as greves são os utentes e não as empresas, que de falidas já não passam e que até poupam em combustível e salários tendo já na tesouraria o dinheiro dos passes. Abusar de greves sabendo que a pressão se exerce não nos patrões mas em quem é totalmente estranho a esses conflitos laborais é uma vergonha, porque revela a mais absoluta falta de consciência social!
A pena que eu tenha dos prejudicados com as greves. Mas para terem moral para protestar terão de fazer entrega ao patrão e ao Estado de todas as benesses que usufruem e que foram conseguidas pelas greves.
Se não fossem os transtornos que provoca na vida dos outros para quê fazer greve?
O que se pretende é isso mesmo, que tenha impacto, que cause transtorno!
Quando o impacto público é imenso, como é o caso, accionar permanentemente a “bomba atómica” revela o mais absoluto desprezo pela vida dos que utilizam os seus serviços e indirectamente lhes pagam os ordenados. Se acha isto bem, estamos conversados.
Seus grevistas de inteligência:
O objectivo duma greve não é incomodar ou prejudicar os outros…mas, os patrões.
No caso dos transportes o patrão (Estado) está-se nas tintas. Neste caso quem paga ( de 2 formas) é o utente!
Nem mais.
O surreal no meio disto tudo é que não vejo os “verdadeiros” prejudicados manifestar-se contra a(s) empresa(s) que lhe(s) deixa(m) de fornecer os serviços ou exigir-lhe(s) o dinheiro entretanto pago. Estranho, estranho mesmo, compro um utilitário qualquer, está avariado ou a empresa não mo entrega e eu caio em cima dos empregados da dita. Até pode ser que um deles tenha estragado o utilitário, mas vou eu exigir ressarcimento à empresa ou ao trabalhador? Pois é, pois é…
Caro Caetano
Só verá os verdadeiros “prejudicados” a manifestarem-se, quando a CGTP entender oportuno e útil… De certeza , nas vésperas do anuncio das nacionalizações! ( vide TAP)