Os dados do INE reflectem um investimento a desacelerar em termos homólogos, com um contributo muito negativo da componente de máquinas e equipamentos. No terceiro trimestre de 2015 esta componente caiu 2,9%, mas nos últimos três meses do ano recuou 10,3%. No total, o investimento pesa 19% no PIB português, pelo que o impacto directo, de curto prazo, no consumo é contido. Mas, a médio prazo, uma economia que não investe o suficiente perde a sua capacidade de gerar valor.
Senhor J. A. Abreu:
É estranho.
Depois de 4 anos de tanta medida política correcta, de tanto discurso sobre o TINA como única via de criar confiança nos investidores, o resultado do último trimestre dessa política é miserável, neste campo (nem vale a pena falar noutros).
Afinal, a treta da converseta não passa disso: treta para enganar parolos.
O ex-ministro Álvaro Santos Pereira publicou um artigo ainda antes de entrar para o governo sobre o que ele considerava serem 8 parâmetros fundamentais a atacar para que a economia portuguesa fosse viável.
Ao final de 4 anos além de política Troika e de TINA, o que temos é 7 desses parâmetros degradados em relação ao período anterior.
E o do investimento foi o que se degradou mais, regressando a números de 1986.
“o resultado do último trimestre dessa política é miserável”
LOL
Senhor J. A. Abreu: WI4
No parâmetro em causa (que é o do seu post) é o quê?
Se o quiser adjectivar de sucesso, faça favor.
Quem sou eu para o impedir?
Apenas o poderei contraditar.
Avance, mas não derive nem regresse ao culpado de todos os males do mundo e da crise mundial de 2008: o pulha do Sócrates.
Pulha é o meu adjectivo para o dito.
Porque pinóquio (adjectivo por que foi conhecido durante muito tempo) é obscenamente pouco, porque pinóquios há muitos, como se pode ver aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=1OhP5592
Segundo o DE, a opinião dos economistas do BPI e BCP :
“[A] forma saudável de Portugal sair da crise e concretizar a retoma económica seria entrar num ciclo de crescimento em que as exportações e o investimento puxam pelo PIB, deixando o consumo das famílias aparecer depois, como consequência.
[Mas] no último semestre, este ciclo interrompeu-se.
Comparativamente com os períodos anteriores, verifica-se uma perda de vigor do processo de recuperação, que se deve à contracção do investimento (…) com um contributo muito negativo da componente de máquinas e equipamentos. No terceiro trimestre de 2015 esta componente caiu 2,9%, mas nos últimos três meses do ano recuou 10,3%.
No total, o investimento pesa 19% no PIB português, pelo que o impacto directo, de curto prazo, no consumo é contido.
Mas, a médio prazo, uma economia que não investe o suficiente perde a sua capacidade de gerar valor.”
Ou seja :
1) Desde meados de 2013 que a economia vinha recuperando com um ciclo de crecimento “saudável” : “as exportações e o investimento puxam pelo PIB, deixando o consumo das famílias aparecer depois, como consequência”.
2) Este ciclo interrompeu-se a partir de meados de 2015.
3) O que é que aconteceu então ?… Os investidores, nacionais e estrangeiros, perceberam que existia uma incerteza politica que poderia afectar a politica que vinha a ser seguida pelo governo anterior e suspenderam investimentos e outras iniciativas.
4) A situação agravou-se no 3° trimestre de 2015.
5) O que é que aconteceu então ?… Os receios dos investidores confirmaram-se com a chegada ao governo de uma aliança entre o PS e a extrema-esquerda com um programa de “inversão” da politica até então seguida.
6) E, como os efeitos são a mais longo prazo, o pior está ainda para vir.
Chiu. Não tente introduzir lógica no assunto.
🙂
O Oeste nada de novo, a culpa é sempre dos outros.
MS : “a culpa é sempre dos outros”
Minha é que não é !!…
De resto, não me apercebi que o M.S. tivesse assumido essa “culpa” para si e para aqueles com quem está de acordo e simpatiza !…
A “culpa” é antes de mais de quem há 4 anos pôs o pais na bancarrota provocando uma recessão forte com uma inevitável queda no investimento.
A “culpa” não foi certamente de quem a partir de 2011 geriu o resgate financeiro e aplicou o programa de consolidação e ajustamento tornando possivel tirar o pais da emergência financeira e relançar o investimento e o crescimento do produto a partir de meados de 2013.
A “culpa” é de novo daqueles (os mesmos que puseram o pais na bancarrota há 4 anos) que se propuseram reverter o que foi entretanto feito e aplicar as mesmas receitas irresponsáveis se voltassem à governação do pais em resultado das eleições de Outubro de 2015 (a percepção da possibilidade deste regresso fez com que o investimento começasse a cair a partir de meados de 2015 e a confirmação das piores expectativas a seguir às eleições fez com que o movimento de queda se acentuasse ainda mais no ultimo trimestre de 2015).
Vale a pena ler estes comentários esclarecedores de dois leitores do DE …
pedro :
Claro que arrefeceu. Qual ‘e a empresa grande que quer investir em Portugal depois do que o governo esta a fazer com a TAP. Aqui em Inglaterra, dizem que Portugal mais parece a Venezuela.
Rogério Pires :
E reverter as consessões dos transportes, congelar a reforma do IRC que o PS tinha assinado com o governo PSD/CDS para aumentar o investimento e a criação de emprego, e agora aumenta-lhes a fatura energética com subida de mais de 7 centimos nos combustiveis e com a treta de poderem deduzir 120% dos custos mas claro é preciso que tenha lucros que suportem essa dedução e as empresas andarão um ano a financiar o Estado. E quanto tem estofo para aguentarem esse aumento, nomeadamente as empresas de transportes privados pois os públicos os contribuintes aguentam mais esse buraco. O inventimento está a cair o desemprego subiu dos 11,9% onde já esteve para 12,2% e Dez em relação a Nov 2015 subiu 0,9%. A formação bruta de capital fixo está em queda o que antecipa grandes dificuldades no crescimento. Os mercados tem vindo a aumentar o prémio de risco da dívida e logo que os numeros do 1º trimestre de 2016 sairem lá para fim de Abril as coisas ainda pioram.
(…)
[Estes dados são relativos a 2015. Lembra-se quem lá estava ?]
(…)
Lembro sim. Leia com atenção quando é que os numeros começaram a piorar. Logo que o país entrou em campanha eleitoral e na altura até 2 ou tres semanas das eleições as sondagens davam vitória ao PS sem maioria.
O desemprego a descer desde 2013 subiu de 11.9% para 12,2% e o de Dez em relação a Nov subiu 0,9% E sabem quem lá estava em Dez ?
Pois espere mais alguns poucos meses e verá que quando o efeito positivo dos meses anteriores do governo PSD/CDS deixarem de influenciar a média anual aí será a verdadeira fotografia da governação da geringonça.”
Para complementar: s/
http://oinsurgente.org/2016/02/19/bosta
Mas há coisas que certas pessoas nunca aceitarão. Umas por teimosia, outras – como grande parte dos membros do governo actual – por interesses de curto prazo.
Caro José António,
Sim, claro, há teimosia, preconceitos, fidelidades cegas, etc
Também há interesses, imediatos e/ou bem compreendidos.
Para não falar da ignorância, desinformação, superficialidade e má-fé (esta remete para a teimosia e os interesses).
E, aqui entre nós que ninguém nos ouve, há muitas vezes uma incompreensão fundamental quanto ao modo como funciona verdadeiramente uma economia.
O que parte normalmente de uma visão deformada sobre a natureza humana, a racionalidade dos comportamentos individuais, a dinâmica das sociedades.
E isto mesmo e até frequentemente em pessoas das “elites” com estudos, cultas, inteligentes e com bem sucedidas carreiras profissionais.
Com brilhantes e reconhecidos “economistas” da praça e algures.
Por exemplo, são “economistas” aqueles que com tanto sucesso divulgaram e conseguiram ancrar numa parte importante da opinião “urbana” a ideia absurda de que em termos macro o gasto precede e determina a produção.
No fim de contas, a “economia (politica)” é sobretudo uma questão de bom senso.
Devem ser uns empresários da treta. Se estão dispostos a produzir sem haver procura.
Viu-se pelos resultados fantásticos no investimento que a contração da procura e compressão dos salários provocou.
E não digam que houve o investimento previsto em 2013 e 2014 porque isso não é ser sério.
jo : “Se estão dispostos a produzir sem haver procura.”
A procura não cai do céu… Tem de vir de algum lado … mas de modo sustentado a nivel do conjunto da economia … e o único modo sustentado e duradouro de aumentar a procura global é aumentando a produção.
O empresário individual avalia naturalmente a possibilidade de ter procura para o seu bem ou serviço antes de o produzir.
Mas a existência desta procura depende da economia no seu conjunto (macro)estar ou não a produzir e a distribuir o resultado da produção através de rendimentos.
Sem produção não há riqueza para distribuir na forma de rendimentos e sem rendimentos não há procura final efectiva.
O expediente que consiste em contrair divida para gastar não resolve o problema de fundo. Com a divida gera-se uma procura de bens e serviços para a economia, para pelo menos algumas empresas.
Mas, normalmente, esta divida vai ter de ser paga. Nesta altura os detentores de divida teem de poupar e, consequentemente, reduzem a respectiva procura. Como o endividamento tem um custo para o devedor, a redução da respectiva procura acaba por ser ainda maior. No final, a procura adicional acumulada gerada pelo endividamento é … negativa (é a famigerada “austeridade” !…).
O unico endividamento que pode determinar um aumento final da procura é o que se destina ao investimento produtivo. Ou seja, os investidores aplicam os recursos assim obtidos na produção de bens e serviços em quantidades e valores superiores ao capital e aos juros do empréstimo.
Não é endividamento para gastos improdutivos, de consumo ou de pseudo investimentos sem retorno, sejam eles privados ou publicos.
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jo : “Viu-se pelos resultados fantásticos no investimento que a contração da procura e compressão dos salários provocou. E não digam que houve o investimento previsto em 2013 e 2014 porque isso não é ser sério.”
A contracção da procura em 2011, 2012 e parte de 2013 resultou principalmente da … recessão já em curso a partir de finais de 2010 : menos produção, menos rendimentos distribuidos, menos procura global.
Claro que a diminuição da procura global foi ainda acentuada pela austeridade que foi necessária para financiar o essencial e evitar a bancarrota.
Ou seja, o mal já vinha de trás, com aumentos da procura global sem aumentos correspondentes da produção global mas antes alimentados por mais endividamento, e este mal acabou inevitávelmente numa quase bancarrota.
Aqui voltamos ao que disse em cima : o endividamento improdutivo, embora permita um aumento imediato da procura, acaba por resultar a prazo numa diminuição da procura acumulada e, portanto, numa diminuição da produção.
Mas então porque é que a procura global voltou a aumentar a partir de meados de 2013 ?
Porque entretanto, graças ao ajustamento (sim, porque a austeridade serviu para ajustar), a produção interna aumentou : mais produção para as exportações (tirando partido de uma procura externa até então desperdiçada), mais produção para substituir importações (a procura já existia mas ia para o exterior), mais produção para consumo devido a um aumento da confiança dos consumidores que passaram a poupar menos e até a utilizar poupanças, mais produção para investimento devido ao aumento da confiança dos investidores, etc.
Ou seja, a partir de 2013, graças aos ajustamentos entretanto realizados, a produção gerou os rendimentos que fizeram aumentar a procura global.
Este processo, que se auto-alimenta, prolongou-se e acentuou-se ao longo de 2014 até meados de 2015.
O que é que provocou a sua interrupção ?
A consciência difusa por parte dos agentes económicos, dos empresários aos consumidores, de que a politica que estava a ser seguida iria ser substituida por outra que, mais uma vez, iria apostar num aumento artificial da procura distribuindo rendimentos que iriam aumentar o endividamento e que, por isso mesmo, esta maior procura imediata não seria sustentável a prazo e acabaria por resultar em menor procura final acumulada.
Elementar meu caro jo !!…
Obrigado, JAA, por me dar razão. E agora permita anexar aqui o meu último comentário resposta ao Fernando S., para não ter de me repetir: nto-agora-ja-estao-como-os-8269168#comen tarios
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/pro
Que pena não ter essa expectativa à quatro, cinco, seis, sete…meses atrás! Comentários ridículos que não passam de manobras, para blasfemar este governo.
Nos próximos meses, Costa e Centeno, agrilhoados às fantasias utópico-revolucionárias de Jerónimo, Catarina e Arménio, inverterão o ciclo. O sector público será novamente privilegiado à custa do privado. O investimento e o emprego (este muito em particular se a CGTP conseguir juntar o reforço da contratação colectiva e a limitação dos recibos verdes ao já programado aumento do salário mínimo) ressentir-se-ão. É verdade que, no imediato, haverá mais dinheiro disponível e tudo parecerá correr melhor. Depois, os problemas regressarão – mais graves, esgotada a acção do BCE e o capital de simpatia conseguido junto dos parceiros europeus, com os investidores cada vez menos predispostos a apostar num país que muda de ideias a cada governo e uma economia mundial que dificilmente escapará a uma crise eze-graficos-7966301
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/tr
Mais importante: a questão de fundo é a minha eventual falta de capacidade de previsão ou a realidade?
Meu caro JAA, este seu comentário não tem que ver com o tema de seu post. Nem é correcto o que afirma sobre o sector privado. O sector privado não quer baixa de IRC para investir, mas para aumentar seus proveitos à custa dos contribuintes.
Fui eu que afirmei isto:
“Percebi. O JAA afinal é favorável ao discurso do Syriza. Com tanta queda no PIB não pode haver alternativa que não a da renegociação da dívida.
Mas não, meu caro, eles que são tão atacados cresceram mais que Portugal no mesmo período. Significa que estão a trabalhar melhor que o governo português.
E também não, meu caro, é como lhe digo. Foi o consumo interno que determinou o crescimento. As restantes melhorias são pelos factores explicados.
Mas ainda bem que as nossas empresas exportadoras se mexem. Sabe porquê? Eu digo: porque elas estão a perder mercados e tentam arranjar outros. O aumento do preço também reflecte isso, a compensação.
Mas aponte agora o que lhe digo: é com o consumo interno que teremos que sobreviver nos próximos tempos. Os mercados internacionais estão muito complicados. Um dos sectores que poderá mais alternativas é o sector agrícola”., bos-um-optimista-ate-poderia-comecar-776 0641#comentarios
aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/dia
Mas também isto:
“Crescimento sustentado? Então eles queriam aumentar as receitas 3 x mais que a despesa, o que se significa um substancial controlo fiscal, e aumentar o IRC para empresas com lucros superiores a 500 Milhões exactamente para evitar uma paralisia económica, e isto não foi aceite, assim como um corte imediato de 400 milhões na defesa (que foi recusado) e quer falar-me em crescimento sustentado. Entre outras medidas, como um aumento negociado do IVA para certos produtos e em certas áreas das ilhas.
Veja o que originou o tal crescimento sustentado em Portugal; e não fosse a devolução dos subsídios e salários a situação mais grave em que estaríamos.
A inflação acompanha sempre o aumento do consumo, e não significa que seja assim tão má. No caso Grego e Português não o é certamente.
José, desculpe mas não andamos passados como essa malta para acreditar nisso”. statacoes-e-cenarios-todos-maus-7551860#c omentarios omercial-portugues-aumenta-quase-mil-mil hoes-de-euros_211661.html
aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/con
E ainda esta:
“José, vamos lá ver se nos entendemos. O aumento das exportações sobem por via da descida das importações. Desculpe, não pretendo ofendê-lo desenhando a situação.
(…)
Por outro lado surgem os indicadores da quebra na actividade exportadora e as flutuações do défice, aqui:
http://economico.sapo.pt/noticias/defice-c
O que nós devemos debater, José, são AS ALTERNATIVAS em FACE da situação mundial e não só interna.
É NESTE NECESSÁRIO, só e somente NESTE CENÁRIO, que devemos analisar a proposta a debate do partido socialista. Da parte do PSD já sabemos que não vem nada de novo , e nós temos mais de dois milhões de pobres com carências alimentares e a sua grande maioria com qualificações profissionais.
O que fazer com isto? Como criar um estímulo para o consumo interno? Alguma coisa terá de ser sacrificada. Qual o mal menor?
José, é do interesse de todos produzir opinião que contribua para um bem comum. E, neste momento, foi o PS que deu o pontapé de saída para que isto ocorra. É mentira o que dizem de isto ser uma proposta. É um guião em debate com todos os parceiros e com a opinião pública. Já apontei alguns pensamentos, e acrescentei no post do Sérgio a minha opinião sobre a TSU e o que deve acompanhá-la; e parece-me que continuam todos barricados em paróquias. Também disse que aquele crescimento é um preciosismo.
José, é óbvio que todos desejam planear exportações. Precisamente por não terem mercado interno. Mas, como referi, o mercado externo também não dá segurança”. amba-ainda-acabo-a-votar-num-7322595#com entarios
aqui: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/car
Pela sua lógica exige-se austeridade eternamente porque com a dívida que temos, impagável e reconhecida por isso mesmo, pelo FMI, jamais os portugueses terão direito a uma vida digna, mas sim a austeridade eterna. Meu caro os privados não suportam nada nem ninguém, suportam-se a si mesmos e aos lucros. É vê-los, a acumular lucros e a a aumentarem os seus pecúlios, à custa da exploração dos que para eles trabalham. Privados que sediam as suas empresas em países onde pagarão menos impostos e paraísos fiscais não suportam nada, suportam a sua riqueza. Desculpe, mas este seu comentário em que culpa este, aquele e o outro não dá nada, apenas revela desonestidade intelectual, o que é mau porque os portugueses com inteligência sabem a realidade das coisas e sabem que o governo que JAA sempre apoiou que mesmo governando, à custa da exploração dos mesmos de sempre, o único que conseguiu foi aumentar a divida e vender tudo que dava lucro.
Anónimo : “o governo que JAA sempre apoiou (…) o único que conseguiu foi aumentar a divida e vender tudo que dava lucro.”
Aumentar a divida ?…
Com uma divida acumulada enorme, práticamente igual ao Pib anual, e um resgate à perna, a divida pública só podia mesmo aumentar.
A continuação do aumento da divida a partir de 2011 é da exclusiva responsabilidade de quem acumulou divida antes de 2011, levou o pais à bancarrota e teve de ir com as calças na mão pedir um resgate financeiro !!!
E a divida pública teria aumentado ainda mais se não tivesse havido austeridade, se os déficts orçamentais não tivessem sido reduzidos, se as taxas de juro não tivessem baixado.
O que é de assinalar é que, apesar de tudo o que se passou, a divida pública portuguesa, mesmo incluindo a correcção da desorçamentação herdada dos governos Sócrates, mesmo incluindo os fundos destinados a apoiar o sistema bancário nacional, e liquida da almofada financeira nos cofres do Estado, tenha aumentado apenas de 100 para 120% !!!
Vender tudo o que dava lucro ?…
Bom, muito do que foi vendido até nem dava lucro. Caso da TAP.
Mas foi por algumas das empresas publicas privatizadas darem lucro que foi possivel vendê-las a bom preço e encaixar mais do que estava previsto, cerca de 9 mil milhões de Euros. O preço de venda de uma empresa tem naturalmente conta do potencial de rentabilidade e dos lucros futuros. Uma empresa sem potencial de lucro não vale nada.
De qualquer modo, foi graças às privatizações que foi possivel não agravar ainda mais a austeridade. Os “anti-austeritários” deviam apoiar.
De qualquer modo, o Estado não tem vocação para gerir empresas, mesmo que estas deem lucro. As receitas correntes do Estado devem resultar unicamente dos impostos e das taxas de utilização de serviços públicos.
O que é preciso é reduzir a dimensão do Estado de modo a que a carga fiscal suportada pelas familias e empresas seja a menor possivel.