Vamos lá ver. A questão essencial não é saber se o juiz que queria libertar Sócrates é, ou não, um jurista de gabarito. O que é verdadeiramente surpreendente é que a sua posição, a única que contra a corrente, depois de dezenas de decisões de diferentes magistrados sobre recursos, habeas corpus, reavaliação de medidas de coacção e sabe Deus que mais, reconhece fundamento às pretensões do antigo primeiro-ministro, seja aquela que recolhe relevantíssimo destaque individual nos meios de comunicação social.
Da relevância das coisas
Rui Rocha,

Uma pérola onde quer se acha.Depois do amigo pataqueiro agora este.
É assim que funcionam as noticias.
Fala-se muito mais no homem que mordeu o cão do que no cão que mordeu o homem.
Mas convenhamos que o artigo do “i” é, simplesmente, um nojo. Ou, como se diz no Porto, conversa de puta de soalheiro.
Puro revivalismo :juiz da Chicago da Lei Seca…
Quando o próprio Sócrates, em vez de estar calado, veio tornar público que era beneficiário da “larga generosidade” de C. Santos Silva… “porque sim”, a afirmação de que o processo “se resume ao vazio” indicia uma certa falta de contacto com a realidade.
A narrativa de amigos oferecerem casas em Paris e passagens de ano em Veneza, creio que foi considerada demasiado fantasiosa até pelos autores de contos de fadas… no entanto, quando há fé, há crentes.
Surpreendente? Surpreendente?? Surpreendente???
Na minha modesta opinião:
1. Provar inequivocamente que houve corrupção há-de ser difícil, com o é invariavelmente.
2. Acreditar que um amigo dá tudo e mais alguma coisa, tanto ao 44 como às favas do Bolo-Rei, só porque é muito amiguinho e muito bonzinho, e o que recebe mantém apenas um registo mental (!!!) do que deve, sendo que o credor nem registo tem, mais difícil de acreditar é.
3. É absolutamente asqueroso que um líder “socialista” – e que apregoa o que se sabe – tenha levado o estilo de vida que manteve o que não tem recebido visitas nenhumas do Costa.
Esse juiz já leu que um fulano que foi ministro de Sócrates também parece ter ido ao pote para uma casa para o filho? Está perdoado que é assunto escondido nas parangonas. Nem o dito cujo envolvido aparece a desmentir.
Pois.
“Dizia Sócrates, mas o grego: “Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente”.
Não imagino se os filosófos clássicos entram na formação dos magistrados do Ministério Público e dos juízes, mas quero pensar que sim. Um ex-primeiro-ministro está preso preventivamente há sete meses sem que seja produzida uma acusação. Um juiz da Relação, José Reis, desafia Carlos Alexandre e diz em voz alta: não se prende primeiro para investigar depois.
Assim como não se arrestam bens em processo penal sem se constituir arguidos e conceder garantias de defesa. O arresto preventivo de bens faz sentido. Serve para garantir que há dinheiro para indemnizar eventuais partes lesadas. Mas a diferença entre um Estado de Direito e uma ditadura é que uma medida de garantia patrimonial pressupõe que os visados sejam constituídos arguidos antes ou imediatamente depois. Senão chama-se nacionalização. Pode dizer-se que a Lei está errada, que é menos sexy do que ver políticos e banqueiros derrotados. Mas é o que separa a Justiça dos justiceiros. E a nossa parece cada vez menos atenta, sóbria e imparcial, mais obra do Espírito Santo, o original, do que de um Juiz de um Estado de Direito, a quem se pede transparência e menos aparato.”
aqui: nidade-da-justica_221616.html
http://economico.sapo.pt/noticias/a-impu
Um nojento avençado socretino.
Também não gostas de juízes, pequerruchinho?
A questão é que o 44 (e os outros) foram presos preventivamente para que se pudesse finalizar a investigação e que a mesma não fosse ainda mais dificil.
A lei é (supostamente) igual para todos e os prazos também o são independentemente dos arguidos em causa.
O 44 alega ser inocente daí o facto de querer permanecer preso em vez de com pulseira electrónica, ora isso só se pode provar após julgamento, e não porque a vontade do mesmo assim o determina.
Tenho para mim que o 44 é culpado do que o poderão acusar neste processo e muito mais, aliás qualquer pessoa minimamente inteligente questionaria como uma pessoa sem rendimentos pode levar a vida que o 44 fez após as eleições de 2011 fora o resto. Tudo aponta para que seja culpado, até o facto de ter arranjado “trabalho” na hora certa quando muitos já se questionavam como era possível manter aquele estilo de vida, eu próprio logo me questionei quando o 44 se foi exilar em Paris, não era normal.
Obviamente não contesto que existem prazos extensos na justiça para algumas coisas e curtos para outras mas o que espero é que se façam essas alterações porque têm de ser feitas a bem do sistema e não porque alguém poderoso foi dentro e agora “todos” acham injusto, normalmente mudanças motivadas por este tipo de pressões correm mal.
Só lamento que não haja mais processos similares ao movido ao 44 e que muitos que andam aí aproveitem esta situação para limpar o rasto.
De facto tenho de concordar que com a chegada da troika se notou (resultados até ver são fracos) uma maior desenvoltura da justiça no combate á corrupção de colarinho branco.
Será que não há bruxas?
1 o juiz em causa foi o mesmo que defendeu o deputado usurpador de gravadores.
2 os jornalistas amigos nao perdem uma de destacar as “qualidades ” do animal feroz.As fotocopias não causam nenhuma estranheza para quem lida com maquinas semelhantes na redacção.
3 o incomodo que falar em corrupção (um cancro nacional em todo o mundo) causa nos amigos socraticos ou não no PS não augura nada de bom para o próximo provável governo.
Meu caro Rui,
tem aqui mais um exemplo do que lhe referi no comentário anterior. Se reparar eu raramente comento comentários e muito menos nos termos em que o personagem se refere.
Como os comentários de tal personagem, assim como seus desafios e insultos, têm vindo a ser aprovados, respondi na única linguagem que o mesmo conhece.
Hoje fiz comentários resposta sem antes ter lido sua mensagem. Fica aqui o meu esclarecimento e o agradecimento por termo a esta situação.